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Por que os Fundos Imobiliários são a bola da vez em 2020?

Por Laura Pacheco
06 fevereiro 2020 - 11:47

O ano de 2020 veio com tudo no que diz respeito à investimentos na bolsa! Isso já não é novidade visto que estamos diante de um cenário histórico de taxa de juros baixa.

Diante dessa expressiva queda na taxa de juros em 2019 unido ao aumento da inflação no Brasil tem-se vivido um período de busca por alternativas de investimentos além da renda fixa, pois em alguns casos a rentabilidade oferecida pelos investimentos mais conservadores não entregaram sequer a correção do valor do dinheiro, ou seja, sua rentabilidade chega a ser inferior ao da inflação.

Além disso, nosso país vive um momento de incertezas políticas. Pode não parecer, mas lembre-se de que o mandato do atual presidente, Jair Bolsonaro, tem ido adiante com as reformas e tem perdido popularidade. A economia ainda demonstra uma recuperação muito tímida, além de eventualmente nosso presidente apresentar posturas inadequadas das quais irão fundamentar as campanhas da oposição para o ano de 2022.

Em resumo, 2020 veio cheio de otimismo no meio de um cenário que une insegurança política, juros baixos, crescimento baixo (o que pode fundamentar novos cortes na taxa Selic), inflação acima das expectativas, reforma da previdência e revolução tecnológica.

Tudo isso entrega ao brasileiro não apenas a capacidade, mas também a coragem de realizar reservas para investir e buscar sofisticar suas decisões no mundo dos investimentos. O brasileiro quer a renda variável e sente sede de mergulhar na bolsa de valores.

Mas porque o ano e 2020 pode ser o ano dos Fundos Imobiliários?

Os Fundos de Investimento Imobiliário, também conhecidos como FIIs, tratam-se de uma comunhão de recursos captados com o objetivo de investir em empreendimentos imobiliários. Ou seja, tratam-se de uma iniciativa em que um investidor consegue se unir a vários outros investidores para investir em imóveis e ao invés de ele ser dono do imóvel ele recebe uma cota correspondente a sua participação naquele fundo.

Toda administração e gestão desses Fundos é feita por profissionais especializados do mercado e o investidor ainda leva uma grande vantagem no quesito burocrático e fiscal se comparado ao que seria comprar um imóvel.

Esse tipo de fundo se divide em duas modalidades:

Fundos Imobiliários “de Tijolo”: Investe diretamente em imóveis.

Fundos Imobiliários “de Papel”: Investe em títulos ligados a investimento imobiliário (ex: CRI).

Uma particularidade dos Fundos Imobiliários, com exceção de Fundos Fechados, é de que as cotas desses fundos são negociadas na bolsa de valores. Isso significa que se você tiver cadastro em alguma corretora de valores ou banco com plataforma de investimentos na bolsa você consegue ter cotas desses fundos comprando e vendendo da mesma forma que se compra e vende ações.

Mas afinal, por que não seria o mercado de ações a bola da vez em 2020?

O mercado de ações está bem otimista e parece promissor, mas os FIIs se mostram mais adequados ao investidor de primeira viagem na renda variável e eu explico o porquê:

1º: As diferentes formas de se ganhar investindo em FIIs:

Uma grande vantagem dos FIIs é que os ganhos não vêm apenas nas diferenças de compra e venda dos mesmos (intitulado como “ganho de capital”), eles distribuem dividendos todos os meses como se você estivesse ganhando um valor de aluguel dos imóveis. Exatamente! É “renda passiva” pingando todo mês! E além disso, isento de Imposto de Renda. Algo bastante oportuno é de que alguns FIIs distribuem dividendos em um percentual anual muito superior ao que a Renda Fixa tem entregado atualmente. Claro, uma atenção muito importante a ser tomada é de que se deve reinvestir esses rendimentos sempre que eles caírem na conta (essa observação é imprescindível para estratégias de longo prazo).

2º: Volatilidade dos FIIs:

Diferentemente do mundo das ações, em geral os Fundos Imobiliários não oscilam tanto seus valores na bolsa de valores. Qualquer movimento de venda de cota com lucro na bolsa já implica em pagamento de Imposto de Renda à alíquota de 20% sobre o “lucro” (isenção ocorre apenas nos rendimentos, quando há ganho de capital paga-se IR). Isso sustenta a tese de que os FIIs não são investimento para fazer compra e venda diária e ter que acompanhar as cotações freneticamente, o intuito maior é segurar as cotas e não as vender para usufruir dos rendimentos. Pois, mesmo se a cota do Fundo tiver queda na bolsa, se a gestão desse Fundo segue saudável o investidor recebe seus rendimentos da mesma forma. Essa particularidade o faz de uma modalidade de investimento mais “confortável” ao investidor amador, além de estar mais adequado ao cidadão que precisa trabalhar em período integral e têm um tempo livre escasso para monitorar seus investimentos.

Antes de investir nessa modalidade é claro que alguns cuidados precisam ser tomados. Assim como Fundos de Investimento, os FIIs também contam com material de suporte e apresentação dos mesmos onde são apresentados quais são as instituições e indivíduos envolvidos assim como o histórico dos rendimentos e estratégias do fundo. Esteja sempre atento e tome sempre cuidado com Fundos de carteira pouco diversificada ou dependentes de um inquilino só.

Os Fundos de Investimento Imobiliário ainda soam como novidade para o investidor brasileiro, mas ele não se trata de nenhum bicho de 7 cabeças e pode ser a grande oportunidade para se aventurar em 2020. Lembre-se: Quanto antes começar é sempre melhor! O ingresso cada vez maior de investidores nessa modalidade de investimento demonstra uma grande oportunidade de entrar  e auferir grandes valorizações das cotas.

Espero ter dado uma luz para esse novo ano que começa e vamos com otimismo porque 2020 promete e está só começando!


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