Economia

PMI de serviços do Brasil caiu a 44,1 em março com demanda afetada por pandemia

Por Fast Trade
07 abril 2021 - 07:00 | Atualizado em 07 abril 2021 - 07:31
Pela 12ª semana consecutiva mercado reduz estimativas de crescimento econômico em 2019

Pressionado pelo recrudescimento da pandemia de covid-19, o PMI de serviços para o Brasil caiu a 44,1 em março. Anteriormente, o indicador estava em 47,1 em fevereiro, ou seja, o PMI encolheu no ritmo mais forte em oito meses.

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O dado é da recente pesquisa Índice de Gerentes de Compras, divulgado na véspera (6), e marca o terceiro aprofundamento consecutivo. Como resultado, o PMI de serviços se distanciou ainda mais da marca de 50, que separa crescimento de contração.

De acordo com o IHS Markit, responsável pelo levantamento, a contínua fraqueza da demanda impactou o resultado, assim como o agravamento da pandemia.

Nesse sentido, vale destacar que o país passou a reviver restrições ainda mais rigorosas para conter o avanço da doença.

Naturalmente, o movimento derrubou a entrada de novos trabalhos. Ao mesmo tempo, o mês foi impactado por novo declínio nas encomendas do exterior. Esta, por sua vez, foi a queda mais intensa desde outubro, segundo a Markit, após o crescimento em fevereiro.

Fatores que pressionaram o PMI de Serviços

O PMI de serviços mostrou ainda que a diminuição na entrada de novos trabalhos também está relacionada aos esforços para reduzir custos.

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O movimento provocou mais cortes de empregos entre os fornecedores de serviços no terceiro mês do ano corrente. Assim sendo, esse foi o quarto declínio consecutivo e o mais forte desde outubro de 2020.

Vale destacar ainda que quatro dos cinco subsetores registraram perdas de emprego, exceto o das empresas de Informação e Comunicação.

Além disso, os gastos dos prestadores de serviço subiram diante da inflação de insumos. A inflação, por sua vez, acelerou para o nível mais alto em mais de cinco anos, principalmente por causa dos preços elevados dos alimentos.

Assim também, o preço dos combustíveis, insumos, equipamentos de proteção individual e serviços públicos pressionaram o índice geral. Destaque ainda para a escassez de matérias-primas, assim como a depreciação do real frente ao dólar.

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Por fim, a fraqueza no setor de serviços, atrelado a redução no ritmo de crescimento da indústria no país, derrubaram o PMI Composto a uma mínima em nove meses. O indicador passou de 49,6 em fevereiro para marcar 45,1 em março.

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