Agronegócio

Plano Safra 2020/21 sai no dia 17, segundo ministra da Agricultura

Por Bruna Santos
08 junho 2020 - 08:55 | Atualizado em 08 junho 2020 - 11:36
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A prioridade do Plano Safra 2020/21 será, novamente, os pequenos e médios produtores, de acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “Temos de viabilizar os pequenos produtores, para que eles entrem cada vez mais no sistema de produção de alto nível e tenham mais renda”, justificou, conforme publicação do Estadão.

Em live promovida pela MZR Consultoria, Cristina confirmou o anúncio do crédito agropecuário para o biênio na quarta-feira da semana que vem (17). Na ocasião, ela ressaltou que ainda não tinha a taxa de juros fechada para o próximo ciclo agrícola, que começa em 1º de julho.

Sobre a política agrícola no Plano Safra estar beneficiando os pequenos e médios produtores desde ao no passado, a ministra destacou que “o grande produtor dispõe de outras formas de financiamento” e que “podem buscar recursos no mercado”.

Plano safra terá pouca surpresa

Tereza Cristina já havia antecipado que o montante destinado à subvenção do crédito agrícola deverá se manter na faixa dos R$ 10 bilhões. Na sexta-feira passada (5), a ministra pareceu preocupada em garantir recursos para linhas de investimento, sobretudo Inovagro, Moderagro, PCA e Moderfrota.

Outro destaque mencionado foi o setor de avicultura, que tem crescido em vendas externas e, portanto, demanda grandes investimentos em segurança alimentar.

Vale destacar que as exportações totais de carne de frango (tanto in natura quanto os processados) totalizaram 399,4 mil toneladas em maio. O saldo equivale a um salto de 4,5% ante aos embarques efetivados no mesmo período de 2019 (382,2 mil toneladas).

“Cada vez mais se exige em termos de biossegurança na área de sanidade nesses aviários; cada vez mais eles precisam se modernizar e precisam atender a mais exigências sanitárias, tanto aqui quanto lá de fora”, afirmou.

Por fim, a ministra reconheceu que o Plano Safra 2020/21 ainda não é o que ela gostaria. Embora pudesse “ser um pouco mais”, ela garantiu que o valor aprovado “vai deixar a agricultura com essa possibilidade, de ter crédito e produzir mais”.


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