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Plano de privatizações pode ser comprometido por riscos de greve

Por Pablo Vinicius Souza
15 setembro 2019 - 09:57
Petróleo em alta

O GSI monitora possíveis greves que podem provocar instabilidade no plano de privatizações defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo o Estado, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência tem monitorado negociações salariais em empresas públicas como a Petrobras.

De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o ministro Augusto Heleno vem discutindo o assunto com membros do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A Petrobras, no entanto, não é a única estatal enfrentando grandes impasses nas negociações. Os funcionários dos Correios, por exemplo, já estão em greve desde a última terça-feira (10).

A fim de manter seus direitos e reajustes salariais, os funcionários também se posicionam contra o plano de privatizações.

O ministro Mauricio Godinho Delgado (TST) propôs a suspensão da greve, até o julgamento do dissídio coletivo (2 de outubro).

Na audiência de conciliação entre as partes, ele acatou parcialmente o pedido de liminar formulado pelos Correios.

Desse modo, foi determinado de imediato que, durante a greve, 70% dos empregados e serviços da estatal estejam em atividade.

O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 50 mil.

Na sexta-feira (13), a privatização da Eletrobrás também foi alvo de protestos.

Deputados, líderes partidários e membros de entidades sindicais do setor elétrico protestaram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com o apoio de servidores dos Correios e outras estatais incluídas na lista de privatizações

Isso mostra que, embora o apoio às privatizações esteja crescendo, ainda é minoria no Brasil, conforme publicado pelo Datafolha.

A pesquisa, divulgada na última terça feira (10), aponta que 25% dos brasileiros são favoráveis a privatizações de estatais.

Nos próximos dias o investidor vai monitorar os reflexos desses manifestos e acompanhar indicadores importantes como os da “super quarta-feira”.

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