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Plano da B2W prenuncia concorrência mais acirrada no e-commerce

Por TradersClub
20 agosto 2019 - 11:52 | Atualizado em 06 janeiro 2021 - 18:59
Plano da B2W prenuncia concorrência mais acirrada no e-commerce

O mercado esperava o anúncio do plano estratégico de longo prazo da B2W no final do ano. A decisão do conselho de acelerar um plano de aumento de capital, que movimentaria até R$2,5 bilhões, foi uma surpresa. Quem se favorece? O consumidor e a própria B2W, que se prepara para uma guerra pelo controle do e-commerce brasileiro. Quem perde? A Via Varejo, que está ainda atrás dos rivais nesse segmento. Hoje a B2W ON dispara 4%

Uma melhora na estrutura de capital da B2W é positiva porque deve fortalecer o plano de geração de caixa para fomentar o crescimento da operação de e-commerce e em negócios, como a Ame Digital. Para a controladora, Lojas Americanas, a capitalização da B2W gerou uma reação negativa, nada grave, no entanto.

A redução da dívida da B2W é um vetor importante na estratégia da empresa. Via Varejo vai ter que acelerar sua reviravolta para concorrer melhor, não só com a máquina chamada Magazine Luiza, mas com uma B2W que deve se tornar credora líquida. Hoje, a Via Varejo ON despenca 3% e completa sua quinta queda consecutiva. A B2W anunciou aumento de capital com a emissão de 64,1 milhões de novas ações ON, ao preço de R$39 cada. A Lojas Americanas, que detém 61,5% da B2W, deu garantia firme no aumento de capital. Os minoritários têm direito de preferência: por cada 100 ações da B2W, eles terão o direito de subscrever 14 ações, de 23 de agosto até 21 de setembro.


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