HomeMercados

PIB dos EUA, resultados corporativos, coronavírus: o que acompanhar nos próximos dias

Por Bruna Santos
26 janeiro 2020 - 12:05

O primeiro pregão da última semana de janeiro deve repercutir o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e Índia, que assinaram diversos acordos voltados para a área de infraestrutura, justiça, ciência e tecnologia, agricultura, exploração petrolífera, mineração, saúde, cultura e turismo. Ademais, o PIB dos EUA é o indicador econômico mais aguardado na semana.

A retomada da temporada de resultados corporativos do 4T19 e agenda de indicadores ditam o tom do agito no mercado. Estreando os balanços das empresas, a Cielo (CIEL3) divulga seus números amanhã (27), após o fechamento do mercado. O próximo dado será do Santander (SANB11), na quarta-feira (29). Em seguida, os números voltam a ser divulgados em fevereiro.

Entre os indicadores, destaque para os números da inflação e atividade, às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em fevereiro. Amanhã, saem os números das contas externas, índice que pode mostrar alta dos investimentos diretos em dezembro. Além disso, seguem no radar o IGP-M de janeiro, taxa de desemprego, dados de crédito, assim como o resultado fiscal.

PIB dos EUA e primeira reunião do Fed são destaque

Nesse ínterim, além do PIB norte-americano, saem os números do PCE, renda e despesas pessoais dos americanos. No cenário corporativo, a temporada de resultados começa com nomes de peso: Apple e Facebook, dentre outros.

Com apenas duas “Super Quartas” em 2020, o Fomc tem sua primeira reunião nesta semana. O mercado especula a manutenção das taxas na decisão da próxima quarta-feira (29).

Na Europa, o Brexit volta aos holofotes. A saída do Reino Unido da União Europeia deve ocorrer na sexta-feira (31). O período de transição pode se estender ao menos até o fim do ano, em virtude da complexidade.

Por fim, os casos do coronavírus seguem no radar dos investidores, que ficam apreensivos com a estimativa de impacto econômico. Estima-se que o comércio e turismo local sejam os mais afetados. Economistas projetam qual seria o impacto em escala global. Ao observar os danos econômicos provocados por episódios similares, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) entre 2002 e 2003, estimativas sugerem que o custo do surto de Sars à época para a economia mundial foi de US$ 40 bilhões (R$ 167 bilhões).


Sobre o autor