Economia

PIB do 2T20 deve recuar menos do que o previsto, estimam economistas após IBC-Br

Por Fast Trade
18 junho 2020 - 16:10 | Atualizado em 18 junho 2020 - 17:07
atividade econômica (prévia do PIB); Banco Central
Foto: Arquivo Istoé

Baseado no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”, analistas estão revendo a previsão para o declínio do Produto Interno Bruto no 2º trimestre.

O nível de atividade da economia brasileira caiu 9,73% em abril frente a março, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. Isso significa que o índice calculado pelo BC passou de 131,05 pontos (março) para 118,30 pontos (abril) na série dessazonalizada.

Esse decréscimo representa o pior resultado para o mês da série histórica do BC (117,99 pontos) e reflete a crise causada pela pandemia do coronavírus.

A baixa da ‘prévia do PIB’ de abril chegou a 15,09% na comparação anual, na série sem ajustes sazonais. O indicador acumula baixa de 4,15% de janeiro a abril e de 0,52% nos últimos 12 meses até abril. 

Revisões

A projeção atual do Banco Central para a atividade doméstica em 2020 tem sido considerada um pouco defasada. No próximo dia 25, a instituição deve publicar uma nova estimativa por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Economistas estimam queda menos acentuada para o PIB do 2º trimestre

“Frente às expectativas iniciais, a impressão é que o fundo do poço foi menor do que se estimava inicialmente, o que é uma notícia um pouco mais positiva para a atividade”, avaliou Daniel Silva, economista da Novus Capital.

A gestora de recursos ainda vai esperar mais indicadores do 2T20 para revisar a projeção do PIB 2020, mas hoje estima em queda de 7,5%. Anteriormente, o tombo previsto chegava a 15%. “O número tem viés de alta, mas dificilmente a retração será menor do que 5%, diz Silva.

No boletim Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira (15), a projeção era de queda de 6,51% do PIB em 2020.

Atividade econômica 

Para Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, embora os indicadores de abril tenham confirmado que o mês foi o pior do ano em termos de atividade, houve setores que amorteceram a queda como, por exemplo, a produção de alimentos, os produtos farmacêuticos e o setor de supermercados.

Na avaliação dele, a queda do PIB do 2º trimestre será grande, mas não tão pronunciada. “Vejo os dados melhorando”, disse Barbosa. Ele ainda indicou que o Itaú projeta um declínio de 10,6% para a economia ante os três meses anteriores, mas observou que o ‘tracking’ diário está apontando redução de 8,7%.

Clique para acessar o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de abril de 2020. ​​​​


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