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PIB da China cresce acima do esperado; mercado comemora com cautela

Por TradersClub
17 abril 2019 - 10:26

A economia chinesa cresceu num ritmo mais acelerado que o projetado no primeiro trimestre, indicando que as decisões do presidente Xi Jinping para estimular a atividade começaram a se firmar bem antes do que o imaginado.

Na noite de terça-feira, o governo chinês disse que o país cresceu 6,4% no primeiro trimestre na base anual, acima do consenso de 6,3% e estável ante os 6,4% registrados no final de 2018.

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Outros indicadores divulgados na noite de ontem deram um gás no sentimento de mercado: a produção industrial chinesa de março cresceu 8,5% na base anual, ante consenso de 5,9%; as vendas no varejo subiram 8,7%, ante consenso de 8,4%; o investimento em ativos fixos excluindo famílias rurais cresceu 6,3% no trimestre, na base anual, ante estimativa correspondente de 6,3%; e a taxa de desemprego ficou em 5,2%, contra 5,3% em fevereiro.

Os mercados comemoraram os dados com certa cautela: o petróleo estava em alta e a maioria das bolsas asiáticas fecharam no azul. O dólar americano recuou, puxando o rendimento dos Treasuries para cima.

Analistas e gestores se apressaram a identificar os dados de ontem como uma recuperação – a economia chinesa passou os últimos cinco meses mostrando sinais de fadiga. Ainda assim, os sinais podem se mostrar contraditórios em alguns meses se a economia mundial não melhorar. Xi tem inundado o mercado com crédito, com um financiamento social total de até 40% somente neste ano, destaca o colunista da Bloomberg, Christopher Balding.

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Notavelmente, ele disse que o risco é que o sistema bancário paralelo esteja de novo ganhando espaço – contribuindo para o aumento da bolha de crédito no país. Mais uma fonte de ceticismo, de acordo com economistas, é o fato de que o investimento em ativos fixos aumentou apenas 6% – indicando que a maior parte dos empréstimos não está direcionada para áreas que impulsionam a economia real.

Há sinais de aumento na inadimplência entre fornecedores e consumidores. As vendas de automóveis caíram 11% no primeiro trimestre, enquanto os consumidores estão com saldos de até 23% no cartão de crédito – bastante alto para o padrão de consumo do país, disse Balding.


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