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Petróleo sobe fechando perto da máxima em um mês, de olho na demanda

Por Fast Trade
15 abril 2021 - 18:01 | Atualizado em 15 abril 2021 - 20:24

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta quinta-feira (15), encostando na máxima em um mês. As perspectivas positivas para a demanda ficaram no radar.

Concluindo a quarta alta consecutiva, os preços da commodity ganharam força apoiados pelo declínio nos estoques americanos e pelo aumento nas projeções de consumo.

As cotações do petróleo Brent/junho avançaram 0,54% na cotação de US$66,94 o barril, negociado na ICE de Londres. Já os preços do WTI/maio subiram 0,49% no preço de US$63,46 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

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Segundo o gerente de pesquisa e análise global da Schneider Electric, Robbie Fraser, a expectativa pela evolução na demanda e os indicadores americanos mais fortes renovaram o apetite a ativos de risco.

Conforme a análise de Fraser, os preços do WTI devem quebrar a resistência no intervalo de US$63,15 a US$63,30, ao passo que, o Brent deve realizar o mesmo teste na faixa de US$66,80. Assim, se estes níveis cederem, haverá espaço para compras técnicas nos próximos dias.

Além disso, as notícias mais otimistas sobre a recuperação da economia global, tanto nos EUA quanto na Europa, também contribuíram com o desempenho positivo dos contratos.

Projeções para a demanda de petróleo e estoques

Na véspera, a Agência Internacional de Energia (IEA) elevou as suas projeções para a demanda de petróleo, aumentando em 5,7 milhões de barris por dia. No total, as estatísticas indicam que as necessidades globais de óleo bruto serão 96,7 milhões b/d este ano.

Ao mesmo tempo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) elevou sua previsão de crescimento global de 5,1% para 5,4%.

Nessa situação, a retomada da atividade econômica pode acelerar a recuperação da demanda pela commodity energética.

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Por fim, os estoques de petróleo nos EUA caíram 5,9 milhões de barris na semana passada, segundo a Energy Information Administration (EIA). Este valor é mais do que o dobro das expectativas dos analistas, que indicavam uma baixa de 2,9 milhões de barris.

Em contrapartida, as reservas de gasolina aumentaram em 8,9 milhões de barris, na maior contagem desde agosto do ano passado.

A expectativa do mercado é que no segundo semestre, oferta e demanda atinjam um equilíbrio, normalizando os níveis de consumo no final da pandemia.

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Petróleo fecha em alta perto da máxima em um mês, de olho na demanda

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