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Petróleo sobe em meio a cortes na produção

Por Bruna Santos
04 maio 2020 - 16:59 | Atualizado em 04 maio 2020 - 17:44
exportação de petróleo

Os preços do petróleo encerraram positivo o pregão desta segunda-feira (4), após se recuperar das perdas registradas na abertura da sessão.

Do lado negativo, destaque para a crescente tensão sino-americana que, no pior dos cenários, pode se tornar um conflito armado. A tensão externa tende a afastar investidores de ativos de risco.

Em contrapartida, o preço do petróleo foi impactado de forma positiva por causa dos anúncios de cortes voluntários na produção da commodity.

Assim, os contratos futuros do Brent para julho avançaram 2,87%, aos US$ 27,20 o barril na ICE, em Londres. Além disso, os contratos do West Texas Intermediate (WTI) para junho valorizaram 3,08%, aos US$ 20,39 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Destaque ainda para o acordo entre a Opep e seus aliados para reduzir a produção em 9,7 milhões de barris por dia em maio e junho, que passou a vigorar na última sexta-feira (1º de maio).

Recorde em exportação de petróleo

Mesmo em meio a volatilidade do mercado de petróleo, a Petrobras (PETR3/ PETR4) renovou seu recorde de exportação. Apenas em abril, a petroleira exportou 1 milhão de barris da commodity por dia, isto é, +145% na comparação anual.

O resultado é ainda mais impressionante diante da redução global da demanda por petróleo e derivados. Nos primeiros quatro meses do ano, a China foi o principal destino das vendas (60%).

Por fim, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e os sindicatos do setor da revenda enviaram hoje (4) um ofício ao presidente da República, Jair Bolsonaro, pedindo que o governo não eleve o imposto da gasolina (Cide), nem aumente a taxa de importação dos combustíveis.

Segundo a Fecombustíveis, a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) subiria de R$ 0,10 para R$ 0,30 o litro. A alíquota do imposto de importação, por sua vez, passaria de zero para 15%.

Uma carta assinada pelo presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, revela a surpresa do setor quanto a possibilidade do aumento sobre os impostos da gasolina durante pandemia do coronavírus. O setor sugeriu que os impostos PIS/Cofins do etanol sejam zerados durante a pandemia, como respaldo aos usineiros.

Vale destacar que a crise vivida pela revenda de combustíveis, com queda vertiginosa entre 50% e 75%, em média Brasil.


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