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Petróleo sobe com dados econômicos positivos, apesar dos receios sobre Covid-19

Por Fast Trade
29 junho 2020 - 17:23 | Atualizado em 29 junho 2020 - 17:50
reunião da Opep+

Os contratos futuros de petróleo deixaram os temores sobre uma segunda onda de Covid-19 em segundo plano e subiram amparados nos dados econômicos globais.

Na zona do euro, o sentimento econômico exibiu forte avanço em junho, com melhora em todos os setores, de acordo com a Comissão Europeia. Nesse contexto, a confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho, ante 67,5 pontos em maio.

Além disso, dados divulgados no final de semana mostraram que o lucro das grandes empresas industriais da China aumentou 6% na comparação anual de maio. Esse foi o primeiro avanço apurado em seis meses, sugerindo que a recuperação econômica do País pode estar ganhando tração apesar dos receios.

Além disso, o índice de atividade manufatureira medido pela distrital de Dallas do Federal Reserve, assim como as vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos, mostraram saldos positivos na passagem de abril para maio.

Assim sendo, o West Texas Intermediate (WTI, a referência americana de petróleo) para agosto subiu 3,14%, para US$ 39,70 na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para entrega no mesmo mês, por sua vez, valorizou 2,25% no pregão, cotado a US$ 41,85 por barril na Intercontinental Exchange (ICE).

“À medida que a demanda global se recupera, a inclinação natural do petróleo deve aumentar, já que os preços atuais estão abaixo do limiar econômico para a maioria dos produtores”, avaliou o diretor financeiro da Velandera Energy, Manish Raj.

Exportação de petróleo do Iraque recua em junho, mas produção ainda supera meta da Opep+

Apesar dos dados altistas da Ásia, Europa e Estados Unidos, os investidores seguem cautelosos.

Ademais, o recuo das exportações de petróleo do Iraque em junho elevou os ânimos. Conforme dados de embarques e fontes da indústria, o recuo foi de 9%, isto é, cerca de 310 mil barris por dia (bdp).

Segundo a Reuters, isso sugere que o segundo maior produtor da Opep entregou cerca de três quintos dos cortes com os quais se comprometeu. Pelo acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, o Iraque deve reduzir seu bombeamento em 1,06 milhão de bpd.

Por fim, embora o Iraque já esteja fazendo progresso, ainda está longe de cumprir totalmente o seu compromisso. A expectativa é que o país compense o excesso de produção apurado em maio e junho por meio de cortes maiores nos meses subsequentes.


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