Mercados

Petróleo se recupera; mercado está otimista sobre demanda

Por Bruna Santos
09 junho 2020 - 17:31 | Atualizado em 09 junho 2020 - 18:02

O mercado do petróleo reverteu nesta terça-feira (9) parte da queda reportada na véspera, fato que interrompeu o rali da commodity. Embora os receios relacionados ao cumprimento dos acordos de restrição adicional da oferta por grandes produtores globais (Opep+), os investidores seguem otimistas quanto a demanda.

Ao redor do mundo, muitas regiões continuam a flexibilizar suas medidas de isolamento social adotado para conter o avanço do novo coronavírus.

Assim sendo, os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) valorizaram 1,96% ao final da sessão, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Com o salto, o barril encerrou o dia cotado a US$ 38,94, ante US$ 38,19 de ontem (8).

Do mesmo modo, a referência global (Brent) para agosto avançou no pregão e terminou o dia na ICE, em Londres, cotado a US$ 41,18/barril.

De acordo com o Valor Econômico, um analista-sênior de mercados para Ásia-Pacífico da Oanda, Jeffrey Halley, sinalizou que esse movimento no mercado do petróleo indica que diversos compradores na Ásia “estão ansiosos para comprar petróleo em qualquer queda”.

Segundo ele, essa ação é impulsionada pela alta da demanda física, o que “reforça a ação construtiva de preços evidente em ambas as referências”. Além disso, ele indicou que o Brent se mostra pronto para bater os US$ 45,00/barril; o WTI, por sua vez, parece pronto para testar US$ 40,00/barril.

“Se a mentalidade de recuperação global permanecer na direção correta em outros mercados, também deverá continuar no de petróleo”, completou.

Acordo adicional da Opep+ continua a ser digerido no mercado de petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) sinalizou um corte adicional e global de 9,7 milhões de bpd.

Estimado para valer inicialmente apenas até julho, conforme anunciado pela organização, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos não pretendem estender seus cortes, segundo a Reuters.

De acordo com o economista de energia da WTRG Economics, James Williams, “os sauditas cortaram uma quantidade adicional de produção, mas anunciaram que não produziriam mais abaixo de sua cota”.

Hoje, o cenário ficou favorável para o petróleo após o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês) aumentar a projeção para o preço do WTI 2020 em 16,7%, a US$ 35,14/barril. Para o Brent, o salto na previsão foi de 11,4%, a US$ 38,02, segundo o Estadão.

Por fim, o mercado aguarda os dados de estoques do Instituto Americano de Petróleo que serão publicados logo mais.


Sobre o autor