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Petróleo salta 2%, refletindo queda nos estoques norte-americanos

Por Fast Trade
15 julho 2020 - 17:09 | Atualizado em 15 julho 2020 - 18:12
petróleo

O mercado de petróleo elevou os ganhos da véspera, mesmo após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) comunicar que elevará a produção da commodity.

A grande queda apurada nos estoques de petróleo dos Estados Unidos impulsionou os futuros do WTI para agosto, que subiu 2,25%, aos US$ 40,29/barril. Por sua vez, o Brent avançou 2,07% na ICE, em Londres, com barris cotados a US$ 43,79.

Como a decisão da Opep+ já era esperada, o mercado não sucumbiu aos impactos do relaxamento do acordo multilateral para conter a oferta. De acordo com o comunicado conjunto, o corte deve diminuir para “8,1 ou 8,2 milhões” por dia, a começar em agosto.

Esse montante, contudo, trata-se de um “piso” e o corte, na prática, pode ficar um pouco acima disso, chegando talvez a 8,4 milhões de bpd. A expectativa é que a curva da demanda continue crescendo, por isso os países envolvidos avaliaram que o impacto nos mercados deve ser modesto.

Até agora, o acordo era por um corte de 9,7 milhões de barris por dia, desde maio. Em junho, o nível de cumprimento do acordo para os cortes da oferta de petróleo ficou em 107%, segundo informações concedidas pelo grupo.

O resultado foi sustentado pelos cortes voluntários de alguns países como a Arábia Saudita e Omã. Sem isso, o cumprimento teria sido de 95%. Ademais, a Opep+ declarou que aqueles países retardatários no cumprimento do combinado vão entregar planos sobre como pretendem compensar o excesso já nos próximos meses.

Estoque de petróleo nos EUA recua mais que o esperado, em 7,493 mi de barris

Colaborou para o salto nas cotações do petróleo a queda de 7,493 milhões de barris nos estoques norte-americanos na semana passada. Divulgado pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), o resultado deu tração para as negociações dos touros do petróleo.

De acordo com os dados, os estoques norte-americanos declinaram para 531,688 milhões de unidades, superando a previsão de analistas consultados por “The Wall Street Journal”.

O resultado pode estar relacionado com o fato de as importações terem atingido mínimas na semana passada (- 1,8 milhão de barris). “As importações registraram a pior queda semanal desde 2016, de 25%”, disse Ed Moya, analista da OANDA, de Nova York.

“O mercado de petróleo continua avançando em direção ao equilíbrio, mas até que a perspectiva da demanda melhore, o petróleo WTI lutará muito” completou.


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