Mercados

Petróleo renova saldo positivo e sustenta rali no mês

Por Bruna Santos
29 maio 2020 - 17:57 | Atualizado em 29 maio 2020 - 18:55
exportação de petróleo

O mercado de petróleo voltou a valorizar nesta sexta-feira (29), diante das perspectivas dos investidores quanto ao reequilíbrio da oferta e demanda da commodity.

A alta expressiva do pregão repercutiu os sinais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) quanto a uma redução adicional da oferta.

Com isso, o barril do petróleo tipo Brent com entrega para agosto findou o pregão com uma valorização de 5,02%, para US$ 37,84 por barril. Em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para julho avançou um pouco mais (+5,28%) e fechou cotado a US$ 35,49 por barril.

Na comparação semanal, o Brent subiu 7,71% na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, e o WTI, na New York Mercantile Exchange (Nymex), valorizou 6,73%. Além disso, WTI subiu 88% em maio, seguido do Brent (+50%).

Embora o mercado tenha encerrado positivo, os contratos futuros do petróleo caíram durante a sessão, em meio aos receios do que seria anunciado pelos EUA sobre a China. Os preços, contudo, reagiram de modo positivo após a divulgação de um recuo nos poços e plataformas de óleo em atividade dos Estados Unidos.

Tensão geopolítica

A autonomia de Hong Kong aumentou as tensões entre Estados Unidos e China, que recentemente protagonizaram uma guerra comercial. Nesse sentido, os agentes aguardavam com apreensão a coletiva na qual o presidente americano, Donald Trump, fala sobre a potência asiática.

Segundo o Estadão, quando Trump iniciou a coletiva acusando novamente a China pela pandemia, os mercados de petróleo tinham acabado de fechar em alta.

Há também um forte receio de que o mercado não se equilibre tão rapidamente no quesito demanda e oferta, uma vez que o API e o DoE mostraram acúmulo expressivos nos estoques de petróleo dos EUA.

“A demanda por óleo caiu novamente, o que é uma tendência preocupante”, diz Helge Martinsen, do banco norueguês DnB.

A próxima semana antecede o encontro virtual da Opep+, entre 9 e 10 de junho, e isso deve repercutir nas próximas sessões. O mercado espera novas sinalizações da Arábia Saudita e da Rússia, além de outros membros quanto ao futuro do acordo para reduzir a oferta.

De acordo com o Valor Econômico, a embaixada russa no Reino Unido publicou nesta tarde que o presidente Vladimir Putin e o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, desenvolvem uma cooperação no mercado global de energia, o que inclui esforços conjuntos relacionados ao acordo mencionado acima.


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