Mercados

Petróleo renova máxima de fechamento desde janeiro de 2020

Por Fast Trade
24 fevereiro 2021 - 18:08 | Atualizado em 24 fevereiro 2021 - 18:21

Os contratos futuros do petróleo renovaram máximas de 13 meses no fechamento desta quarta-feira (24).

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Em primeiro lugar, os benchmarks refletiram a queda na produção da commodity decorrente de uma paralisação provocada pelas tempestades de inverno. Além disso, dados do governo dos Estados Unidos revelaram que as ofertas aumentaram no período.

Em contrapartida, fontes do mercado sinalizaram que a Opep+ vai considerar aumento modesto de produção de petróleo e atenuaram os ganhos.

Como resultado, os contratos futuros do WTI para abril avançaram 2,51% no pregão, para US$ 63,22 o barril. Do mesmo modo, a referência global (Brent), também para abril, subiu 2,55% na sessão, para US$ 67,04 o barril.

De acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), os estoques da commodity de energia aumentaram 1,285 milhão de barris na semana anterior, para 463,042 milhões de barris.

Ao mesmo tempo, a produção das refinarias diminuiu 2,6 milhões. Por outro lado, os estoques de gasolina aumentaram 12 mil barris, a 257,096 milhões de barris. Na contramão, estoques de destilados anotaram um decréscimo de 5,969 milhões de barris, para 152,715 milhões de barris.

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Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados

Ademais, o mercado repercutiu a especulação de que os produtores de petróleo integrantes da Opep+ vão discutir uma flexibilização modesta nos cortes de oferta.

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Segundo reportagem da Reuters, a flexibilização começaria a partir de abril, uma vez que os preços do petróleo estão se recuperando. Por outro lado, especula-se que a produção pode ser mantida estável uma vez que os riscos relacionados à pandemia ainda existem.

Para Craig Erlam, analista de mercado sênior da Oanda, as negociações do próximo encontro devem ser tensas. Nesse sentido, o analista destacou que a Arábia Saudita deve se posicionar com mais cautela quanto a diminuir as restrições à produção. A Rússia, por sua vez, deve assumir a outra ponta da escala, de acordo com Erlam.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados reduziram a produção em um recorde de 9,7 milhões de bpd em 2020.

A decisão foi tomada em decorrência da pandemia, diante do colapso da demanda conforme as restrições à atividade passaram a ser impostas.

Por fim, o grupo tem mantido em fevereiro cortes de 7,125 milhões de bpd, aproximadamente 7% da demanda global.

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