Mercados

Petróleo recua na sessão, mas acumula ganhos na semana

Por Bruna Santos
22 maio 2020 - 17:15 | Atualizado em 22 maio 2020 - 18:02

Os preços do petróleo cederam nesta sexta-feira (22) após o rali observado nos últimos dias. Desse modo, os contratos futuros do petróleo Brent para julho encerraram o pregão em queda 2,57%, cotados a US$ 35,13 por barril. Assim também, a referência americana (WTI) para o mesmo mês recuou 1,97%, para US$ 33,25 o barril.

Em contrapartida, o saldo ficou positivo durante a semana, com ganhos de aproximadamente 8% e 13% para os contratos futuros do Brent e do WTI, respectivamente.

O ambiente de aversão a risco nos mercados globais foi impactado pelas crescentes tensões entre Estados Unidos e China diante dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia global, mas também pelas dúvidas sobre o quão rápido a demanda por combustíveis no mundo se recuperará da crise.

“O coronavírus anulou uma década de crescimento da demanda global por petróleo, e a recuperação será lenta”, disse Stephen Brennock, da corretora PVM.

De acordo com os analistas do Bank of America, o preço Brent deve ficar em US$ 37/barril em 2020 e em US$ 45 em 2021. Do mesmo modo, o BofA estimou o preço do WTI. Conforme sua análise, espera-se US$ 32/barril em 2020 e US$ 42 no ano que vem.

Por fim, o banco americano espera que a demanda global do petróleo recue aproximadamente 9,2 milhões de barris por dia em 2020.

O mercado global digere ainda a iniciativa do governo chinês de querer impor uma lei de segurança nacional sobre Hong Kong, conforme falamos aqui. Diante disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que Washington poderia reagir a isso “de maneira muito forte”, de acordo com a Reuters.

Além disso, a China anunciou que abandonará o estabelecimento de uma meta para o PIB deste ano diante dos efeitos adversos gerados pela crise.

Produção de petróleo e gás no Brasil fica estável em abril

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que a produção de petróleo e gás no Brasil ficou praticamente estável em abril.

Segundo a agência, o saldo ficou em 3,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), contra 3,739 milhões de boe/d em março.

No período, a produção total da Petrobras (PETR3/PETR4), maior concessionária brasileira, recuou 0,78%, para 2,767 milhões de boe/d.


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