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Petróleo recua 10% anotando a maior queda diária em mais de 10 anos

Por Fast Trade
06 março 2020 - 19:11
exportação de petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em expressiva queda nesta sexta-feira (06), reagindo ao fracasso da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para abril, caiu 10,06%, no valor de US$41,28 o barril, anotando a maior baixa desde março de 2009.

Já o petróleo Brent comercializado na ICE de Londres, para entrega em maio, recuou 9,44%, fechando na cotação de US$45,27 o barril. Essa foi a maior desvalorização diária desde outubro de 2008.

Frente ao avanço do coronavírus e ao aumento das preocupações com os potenciais impactos, os preços da commodity foram pressionados pela divergência de opiniões entre os integrantes do cartel e aliados.

Em Viena, a reunião para definir a política de cortes na produção terminou sem consenso, desencadeando um forte movimento de venda nos contratos.

Segundo relatos da imprensa, a aliança Opep + terminou e a partir do dia 1º de abril os produtores poderão restabelecer os níveis de produção, sem limitações.

O contrato de restrição de oferta firmado entre os membros vencerá ao final de março e os representantes dos países não mencionaram qualquer acordo adicional.

Com a forte oscilação na demanda e o aumento dos níveis de petróleo de xisto, as cotações do óleo bruto poderão cair vertiginosamente, a ponto de ser impossível prever um valor mínimo para os preços.

Para piorar a situação, a Energy Information Administration divulgou os números da produção de petróleo nos Estados Unidos, evidenciando novo recorde ao atingir 13,1 milhões de barris por dia.

Analisando os fatores em conjunto, é provável que, em poucas semanas, o mercado petroleiro esteja convivendo em um cenário de excesso de oferta e precificação muito descontada para a commodity.


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