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Petróleo ignora o surto na Índia e sobe mais de 1% com acordo de cortes da Opep+

Por Fast Trade
27 abril 2021 - 17:49 | Atualizado em 27 abril 2021 - 20:30

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta terça-feira (27), com manutenção do acordo de cortes na produção da Opep+.

Por meio de um comunicado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados confirmou a continuidade da redução dos níveis de produção da commodity.

Nesse sentido, o cartel pretende conter o possível aumento na oferta de óleo bruto resultante do agravamento da pandemia em diversos países do mundo.

No fechamento, as cotações do petróleo Brent/junho subiram 1,29% no preço de US$65,87 o barril, negociado na ICE de Londres. Já os preços do WTI/junho avançaram 1,66% no valor de US$62,94 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

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Na sessão de hoje, os preços do barril ignoraram a piora do surto de Covid-19 na Índia, embora o assunto tenha sido pauta de uma reunião técnica. Mesmo diante de uma situação muito crítica em relação ao contágio da doença, os analistas acreditam que a demanda global são sofrerá grande impacto.

Isto porque, há uma avaliação de que esse momento de surto será temporária e deve afetar pouco o consumo de combustível no país. Ademais, com a reabertura da Europa, a necessidade energética tende a aumentar mesmo com medidas de restrição em outros lugares.

Acima de tudo, a próxima reunião ministerial da Opep+ acontecerá dia 01 de junho, ocasião em que os integrantes vão avaliar o cumprimento do acordo e as perspectivas na demanda de curto prazo.

Projeções para o mercado de petróleo

Em um relatório enviado a clientes, o chefe de pesquisa de commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, avaliou que a produção de petróleo na Líbia deve se recuperar de forma acelerada.

Por um lado, haverá maior pressão nas cotações do barril em função do excesso de oferta, e um acordo entre EUA e Irã parece estar longe de ser consolidado.

Relatório: alocação de recursos

Por outro, o analista financeiro da Oanda, Edward Moya, disse que a melhora nas perspectivas de demanda na Europa pode ajudar no equilíbrio geral dos preços.

Com isso, é provável que os contratos futuros da commodity passem por um período de correção até o final do ano, conforme a opinião majoritária.

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