Mercados

Petróleo fecha sem direção única, mas despenca quase 6% na semana

Por Fast Trade
11 setembro 2020 - 17:18 | Atualizado em 11 setembro 2020 - 17:50

Os investidores continuaram repercutindo nesta sexta-feira (11) o salto inesperado nos estoques de petróleo nos EUA, divulgado ontem pelo Departamento de Energia local.

Conforme a divulgação, os estoques no país aumentaram em 2,033 milhões de barris na semana passada, a 500,434 milhões de barris, encerrando sequência de queda.

Ontem, ambas as referências fecharam em queda de quase 2%, refletindo a quebra da expectativa do mercado que previa outro recuo após o furacão Laura.

Hoje, o contrato do petróleo Brent para novembro contraiu 0,57%, e encerrou a semana cotado a US$ 39,83 por barril na ICE, em Londres. Em contrapartida, o petróleo WTI para outubro subiu 0,08%, a US$ 37,33 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York.

A semana foi marcada por fortes temores sobre a recuperação da demanda global de petróleo, mas também pela queda de quase 6% das referências.

Outro fator que pressionou as cotações da commodity foi a preocupação em torno da continuidade das compras chinesas do petróleo diante das incertezas sobre a disputa comercial com os Estados Unidos.

Embora haja indícios de que a China esteja planejando um aumento estratégico de reservas do petróleo, estimativas mostram que o Brasil pode estar vendendo três vezes mais o volume da commodity para o país asiático, que aproveita a baixa cotação.

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Margens de lucros

A perspectiva de que as margens de lucro podem permanecer pressionadas até o primeiro semestre do ano que vem contribuiu para impactar as cotações.

De acordo com o Valor Econômico, que se baseou em um relatório elaborado pelo Citi, essa pressão observada sobre as margens é resultado do retorno de um volume significativo da oferta atrelado a uma fraqueza prolongada da demanda devido à pandemia da Covid-19.

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Produção de petróleo

Por fim, os Emirados Árabes Unidos bombearam em julho volume acima do acordado para o período, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O país admitiu ter feito o mesmo em agosto, colocando em dúvida o cumprimento das metas de produção de petróleo acordado pela Opep.

De acordo com os dados de petroleiros compilados pela Bloomberg, o país embarcou aproximadamente 2,9 milhões de bpd no mês passado.

Os números excedem os 2,693 milhões de bpd da produção de agosto anunciados pelo ministro da Energia, Suhail Al Mazrouei, que já estavam acima em mais de 100 mil bpd da meta da Opep.

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