Mercados

Petróleo fecha próximo da estabilidade, pressionado por covid-19

Por Fast Trade
19 novembro 2020 - 21:05 | Atualizado em 20 novembro 2020 - 08:01
mercado de petróleo

O persistente aumento das contaminações por covid-19 voltou a pressionar o petróleo, que fechou em queda nesta quinta-feira (19). Apesar do recuo, ambas as referências da commodity energética ficaram próximas da estabilidade.

Parte do receio do mercado é que os novos ‘lockdowns’ ameacem a recuperação da demanda.

Com isso, o WTI para dezembro declinou 0,19% e encerrou o pregão cotado a US$ 41,74 o barril. Por sua vez, o Brent para janeiro caiu 0,31%, negociado a US$ 44,20 por barril.

Ontem (18), tanto o WTI quanto o Brent registraram o maior nível desde o início de setembro. Esse resultado foi impulsionado por notícias positivas sobre os resultados de vacinas contra o novo coronavírus.

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Em contrapartida, os novos bloqueios, sobretudo na Europa, está preocupando cada vez mais os mercados de energia.

Na esteira das preocupações globais, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou ontem que todas as escolas públicas da cidade terão que fechar.

“Os EUA viram um aumento significativo de novas restrições em vários Estados esta semana, com os novos casos de covid-19 estabelecendo recordes antes da temporada de férias tradicionais”, comentou Robbie Fraser, gerente de pesquisa e análise global da Schneider Electric, em nota.

Segundo o Valor Econômico, Fraser declarou que “há poucas dúvidas de que as viagens de férias ficarão muito abaixo dos níveis normais neste ano”. A dúvida, de acordo com ele, é exatamente o “quanto abaixo” isso será.

Com a proximidade do Dia de Ação de Graças (ou Thanksgiving Day), especialistas estimam queda de até 45% no número de viajantes frente a 2019.

Essa previsão se mantém mesmo com a perspectiva de que os norte-americanos paguem os preços mais baixos pela gasolina para a temporada desde 2016.

Opep+ e o petróleo

Além disso, o Valor noticiou que analistas observaram sinais de aumento das tensões dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+).

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Conforme relatou a Bloomberg, autoridades dos Emirados Árabes Unidos, falando sob condição de anonimato, questionaram os benefícios de estar na aliança.

Desse modo, cresce as dúvidas sobre a extensão dos cortes de produção já existentes.

Para o analista de commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, “até parece que um dos principais países da Opep, os Emirados Árabes Unidos, não está mais disposto a manter os cortes de produção, em vista do aumento da produção em outros lugares”, disse ele em nota.

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