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Petróleo fecha em queda com guerra comercial e tensões no Oriente Médio

Por Pablo Vinicius Souza
30 setembro 2019 - 18:26
exportação de petróleo

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta segunda-feira (30), refletindo as turbulências da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O acirramento da disputa tarifária tem pressionado a baixa das cotações, tendo em vista seu potencial de impacto negativo na demanda global da commodity.

Isso porque, à medida que as duas maiores economias vão sofrendo com a contração em suas atividades, a demanda por fontes energéticas nos mercados de referência também declina.

Apesar de os dois países confirmarem o encontro entre autoridades de alto escalão agendado para o início de outubro, os investidores estão desanimados com a resistência do presidente Donald Trump em fechar um acordo comercial.

Outro aspecto que afetou o movimento dos preços foi o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, defendendo uma solução política para o caso do Irã.

Juntamente com os EUA, o governo saudita atribui ao regime iraniano a responsabilidade pelo ataque à petroleira Saudi Aramco, que ocorreu no início do mês.

Mesmo com as instalações muito comprometidas pela agressão, a companhia conseguiu retomar os níveis de produção muito antes do previsto, o que também afetou o desempenho dos contratos nesta sessão.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro desabou 3,28%, na cotação de US$54,07 o barril, fechando setembro com perdas de 1,04%.

Já o petróleo Brent, comercializado na ICE de Londres, também para novembro, recuou 1,82%, sendo negociado a US$60,78 o barril. De maneira diversa, no acumulado do mês, o Brent subiu 2,6%.


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