Mercados

Petróleo fecha em queda apesar da demanda chinesa e preço de venda da Arábia Saudita

Por Bruna Santos
07 maio 2020 - 17:00 | Atualizado em 08 maio 2020 - 07:10
Petróleo

O petróleo deu indícios de que reverteria o fechamento negativo da véspera, mas a baixa demanda e o excesso de oferta ofuscaram a sessão.

Assim sendo, os contratos do Brent para julho encerraram o pregão na ICE, em Londres, com decréscimo de 0,87%, a US$ 29,46 o barril. Do mesmo modo, os preços do WTI para junho contraíram 1,83%, aos US$ 23,55 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

A virada surpreendeu, uma vez que os preços da commodity valorizaram durante a quinta-feira, apoiado na alta demanda de importações chinesas de petróleo em abril.

De acordo com os cálculos feitos pela Reuters, que se baseou nos dados alfandegários dos primeiros quatro meses de 2020, as importações de petróleo pela China subiram para 10,42 milhões de barris por dia em abril, ante 9,68 milhões de barris em março. Os números renovaram as perspectivas de que a demanda vai se recuperar à medida que as medidas de restrição forem aliviadas.

Outro ponto chave foi a decisão da Arábia Saudita, o maior exportador mundial, de aumentar os preços de venda para ajudar a estabilizar o mercado. Desse modo, os descontos oferecidos a seus clientes em todo mundo foram reduzidos de forma significativa, acrescentando um tom positivo.

“O mercado não sabia exatamente o quão difícil e competitivo seria o petróleo em junho e os sauditas estão indicando que não vão lutar para colocar o petróleo no mercado em tais volumes”, disse o analista-chefe de commodities da SEB Markets, Bjarne Schieldrop.

Cortes na produção

Além disso, o mercado do petróleo vem sendo ajudado pelos cortes de produção da Opep+ e seus aliados, mas também pela América do Norte. Embora o mundo esteja acenando para a reabertura dos mercados, a expectativa é que a recuperação da demanda pelo petróleo provavelmente será lenta.

Por fim, o investidor monitora o aumento da oferta doméstica da commodity após dados publicados na véspera (6) pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Segundo o Valor Econômico, os números apontaram que os estoques da commodity nos Estados Unidos – excluindo as alterações na Reserva Estratégica de Petróleo – subiram 4,6 milhões de barris na semana encerrada em 1º de maio.

O resultado marca o 15º aumento semanal consecutivo, embora tenha sido mais singelo que o aumento médio de 7,1 milhões de barris projetado por analistas.


Sobre o autor