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Petróleo fecha em alta com inflação nos EUA e desvalorização do dólar

Por Fast Trade
13 abril 2021 - 17:53 | Atualizado em 13 abril 2021 - 20:33
petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (13), reagindo aos dados de inflação nos EUA e à desvalorização do dólar no exterior.

No pregão de hoje, os preços da commodity ganharam força após o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano subir 2,6% em março, na comparação anual. Nesse sentido, o indicador superou as estimativas dos economistas, que indicavam alta de 2,5%.

Da mesma forma, o núcleo do CPI – desconsidera preços de alimentos e energia – avançou 1,6% ao ano, também acima da estimativa de alta em apenas 1,5% no período.

Na visão dos analistas, ainda que a inflação tenha aumentado, o índice está dentro da zona de tolerância do Federal Reserve e isso renovou o apetite ao risco dos investidores.

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As cotações do petróleo Brent/junho avançaram 0,61% na cotação de US$63,67 o barril, negociado na ICE de Londres. Já os preços do WTI/maio subiram 0,80% no preço de US$60,18 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

Em outro front, o resultado da balança comercial chinesa também influenciou o momento positivo, pois, mostrou um aumento de 21% nas importações de março.

Além disso, a desvalorização do dólar em relação às principais moedas globais tornou mais acessível os preços do barril, o que elevou a demanda por contratos no período da tarde.

Relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)

No relatório mensal divulgado hoje, a Opep+ informou a previsão de crescimento na demanda por petróleo no total de 70 mil barris por dia. Na estimativa anterior, a projeção era de alta em 5,95 milhões de barris por dia, ou 6,6%, até o final de 2021.

Embora o ritmo lento de vacinação na Europa possa atrasar o movimento de recuperação, o cartel se mantém positivo em relação aos preços da commodity.

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No entanto, o impasse quanto ao efeito colateral das vacinas ainda persiste e a Johnson & Johnson decidiu que vai atrasar o lançamento de seu medicamento na Europa. Isto porque, em casos raros, houve a formação de coágulos no sangue e essa reação pode estar relacionada à vacina.

As agências responsáveis ainda vão investigar o fato para confirmar as causas dos efeitos colaterais.

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