AçõesHome

Petróleo despenca mais de 6% na véspera do Natal e fecha na mínima em 2 anos

Por Bruna Santos
25 dezembro 2018 - 12:27
fundo para combustíveis

A véspera de Natal marcou a terceira queda consecutiva nos preços do petróleo, quando a referência norte-americana atingiu o nível mais baixo desde julho do ano passado. Além disso, o índice negativo contou com o respaldo de uma onda de vendas que volta a se abater sobre ativos de risco neste que já é considerado pelos principais especialistas como o pior mês desde a crise financeira enfrentada 10 anos atrás.

Em decorrência desses índices, os negociantes que já estavam relutantes em virtude dos cada vez mais frequentes indicadores de desaceleração econômica global, continuam se preocupando com a oferta de petróleo bruto e com as perspectivas de demanda de energia.

Baixe o Infográfico: 5 motivos – Por Que Investir na Bolsa Agora É Um Bom Negócio

No começo de dezembro, a OPEP, liderada pela Arábia Saudita e seus aliados não-membros liderados pela Rússia, concordaram com o corte de 1,2 milhão de barris por dia durante os primeiros seis meses de 2019, em um esforço para evitar um excesso global de suprimentos, o que deve ajudar o índice a se estabilizar ainda no começo do ano que vem.

Segundo o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, caso o mercado não reaja, a OPEP e seus aliados estão preparados para uma reunião extraordinária. Esse posicionamento foi dado um dia antes do petróleo acelerar as perdas conforme Wall Street aprofundava a queda, com o S&P 500 se aproximando de um “bear Market”.

O S&P 500 e o Dow Jones tiveram uma sessão tão negativa que seus índices foram os piores desde que ambos os índices começaram a ser calculados, enquanto o petróleo WTI (fevereiro) fechou em queda de 6,71%, a US$ 42,53 o barril. É o menor patamar desde agosto de 2016. Na semana passada, essa referência estadunidense também registrou queda em torno de 11%.

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

Em Londres, o Brent (março) terminou em baixa de 6,16%, a US$ 50,77 o barril (o menor preço desde agosto de 2017). Em dezembro, o WTI de primeiro vencimento tem queda de 16,49%, enquanto o Brent cede 13,52%. Para ambos, é o pior dezembro desde 2014.

O que também contribuiu para deixar os investidores mais retraídos foram as notícias de que Steven Mnuchin, o secretário do Tesouro americano, se encontrou com um grupo bancário criado após o “crash” de 1987. Além disso, Donald Trump permitiu o “shutdown” (com pelo menos 25% de seu governo completamente paralisados) e proclamou novas críticas ao Federal Reserve. Na véspera do Natal, por exemplo, Trump afirmou que o único problema na economia norte-americana era o Fed, medidas e posicionamentos que pesam também sobre o sentimento do investidor.

Relatório gratuito: 7 passos para suas finanças ficarem no azul

Ainda no mercado de commodities e tratando de outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina tiveram um avanço positivo de 0,3%, porcentagem que equivale a US$ 1,314 por galão. Enquanto isso, o óleo de aquecimento também subiu 0,2% e era negociado a US$ 1,736 o galão. Os contratos futuros de gás natural recuavam 6%, para US$ 3,522 por milhão de unidades térmicas britânicas, enquanto o ouro (fevereiro) fechou em alta de 1,09% a US$ 1.271,80 por onça-troy.

Baixe o E-book O Guia Completo de Como Ter Sucesso Nas Operações de Day Trade


Sobre o autor