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Petróleo desaba 7% registra a maior baixa desde junho do ano passado

Por Fast Trade
18 março 2021 - 17:55 | Atualizado em 18 março 2021 - 20:05

Os contratos futuros de petróleo encerraram em expressiva queda nesta quinta-feira (18), registrando a maior baixa desde junho do ano passado.

Isto porque, as preocupações com o atraso na distribuição das vacinas e com o avanço dos estoques nos Estados Unidos impactaram os preços do barril.

O petróleo Brent/maio caiu 6,94% na cotação de US$63,28 o barril, negociado na ICE de Londres. Já o WTI/abril recuou 7,12% no preço de US$60,00 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

Após diversos países na Europa suspenderem o uso da vacina elaborada pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, aumentaram os receios sobre a recuperação na demanda.

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Da mesma forma, o salto nos estoques americanos da commodity mostrou que os níveis de oferta estão abundantes e podem afetar o equilíbrio dos preços.

Conforme os dados divulgados pelo Departamento de Energia (DoE) dos EUA, houve um acréscimo de 2,396 milhões de barris na semana passada, totalizando 500,799 milhões de unidades nas reservas do país.

Nesse sentido, o dado superou as projeções dos especialistas, que apostavam no aumento de apenas 1,4 milhão de barris no período.

Apesar de ser uma situação previsível devido ao pós congelamento visto em fevereiro, os dados despertaram o alerta, tendo em vista que a utilização das refinarias americanas ainda está em 76,1% de sua capacidade total.

Pressões do câmbio e agravamento do Covid-19

A alta do dólar no mercado internacional também prejudicou o desempenho das cotações da commodity energética. Isto porque, sempre que há uma valorização da divisa americana, o custo do barril fica mais caro, desmotivando os investimentos no ativo.

Acima de tudo, a recuperação na demanda por petróleo vem sofrendo alguns solavancos, sinalizando dificuldade em adquirir consistência.

Ao mesmo tempo, a chegada do verão no hemisfério norte pode impulsionar a necessidade energética, apoiando a sobrevida do movimento de procura por óleo bruto e destilados.

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Apesar disso, o avanço da pandemia pode afetar essa situação, sobretudo, após diversos países adotarem medidas de restrição mais rígidas, como o lockdown.

Por fim, as tensões entre Rússia e EUA adicionam um tempero a este cenário, pois, existe uma rivalidade que possibilita os governantes a utilizarem o petróleo como arma de manipulação geopolítica.

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