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Petróleo cai mais de 4% e registra a pior semana desde a crise de 2008

Por Pablo Vinicius Souza
28 fevereiro 2020 - 18:56
exportação de petróleo

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda acentuada nesta sexta-feira (28), refletindo a preocupação dos investidores com os impactos da proliferação do coronavírus.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para abril, apresentou contração de 4,94%, precificado a US$44,76 o barril.

Já o petróleo Brent comercializado na ICE de Londres, para entrega em maio, teve queda de 3,18%, fechando na cotação de US$50,52 o barril.

Na comparação semanal, a referência americana (WTI) recuou 15,54% e a referência global (Brent) desvalorizou 13,64%.

Em meio às incertezas sobre as consequências da epidemia para a economia mundial, os preços da commodity registraram a pior semana desde a crise financeira de 2008.

Ativos mais suscetíveis à volatilidade, como o petróleo, tendem a sofrer com as oscilações provocadas pelo aumento da aversão ao risco nos mercados.

Além disso, não há sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vá agir para aprofundar os cortes na produção, culminando no aumento exponencial da oferta.

Na semana que vem, os países integrantes do cartel e demais aliados se reunirão para discutir a situação e definir estratégias de atuação.

Na visão dos analistas, mesmo que a Opep decida reduzir a produção a níveis mais baixos, é improvável que as cotações permaneçam em patamares elevados, dadas as circunstâncias do momento.

Isso porque, muitos países estão aproveitando as turbulências internacionais para comprar petróleo mais barato e fazer estoques para consumir no longo prazo.


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