Mercados

Petróleo cai com incertezas sobre a retomada da demanda

Por Fast Trade
17 julho 2020 - 17:35 | Atualizado em 17 julho 2020 - 18:17
fundo para combustíveis

O mercado de petróleo não reagiu imediatamente ao aumento de produção da commodity comunicado pela Opep+, que começará a valer no mês que vem.

Desde ontem, contudo, os futuros passaram a recuar, tanto pelo receio quanto a recuperação da demanda, mas também pelo avanço do coronavírus, sobretudo nos EUA.

Assim, os contratos do WTI para agosto caíram 0,34%, aos US$ 40,61/barril. Na semana, a referência para petróleo nos EUA terminou praticamente estável.

Por sua vez, o Brent caiu 0,58% em Londres, cotado a US$ 43,12. Ao contrário do WTI, houve decréscimo de quase 0,3% na semana.

Esse resultado também da commodity energética foi pressionado pelo aumento de produção do óleo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.

“Embora os casos de vírus continuem aumentando, fornecendo um limitador de preço positivo, as expectativas de alguns estímulos adicionais direcionados pelo Congresso parecem oferecer apoio a ações que estão se espalhando pelo espaço petrolífero”, ponderou Jim Ritterbusch, consultor de energia norte-americano Ritterbusch and Associates.

A expectativa do mercado é que legisladores norte-americanos e da UE comecem a debater as próximas parcelas de programas de estímulos já nos próximos dias.

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Coronavírus

De acordo com o relatório da Fitch Ratings, o avanço da doença nos EUA pode pesar no processo de recuperação econômica.

Em nota, a agência de classificação de risco lembrou que muitos Estados norte-americanos estão retomando medidas de bloqueio para conter a pandemia.

A notícia preocupa os mercados, especialmente porque a volta do consumo de combustíveis pode ser comprometida por novas medidas de distanciamento social.

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Oferta de petróleo

Especialistas avaliam que especulações em torno da oferta não ajudaram na negociação do petróleo, afinal o mercado ainda digere o comunicado da Opep+.

Conforme o relatório de analistas do setor de energia da Capital Economics enviado a clientes, parte do mercado acredita que, embora a Opep+ esteja mais confiante em relação à demanda global de petróleo, “os investidores continuam preocupados com as implicações de bloqueios localizados ou parciais sobre a demanda”.

Nessa mesma linha de raciocínio, o analista de petróleo da Reuters, John Kemp, destacou que “a Opep+ está ansiosa para ver os preços mais altos do petróleo o mais rápido possível, mas sua ambição provavelmente será frustrada a curto prazo pela pequena recuperação no consumo de combustível”.

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