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Petróleo avança 3% após Opep+ decidir reduzir gradativamente a produção

Por Fast Trade
01 abril 2021 - 19:39 | Atualizado em 02 abril 2021 - 09:38
petróleo

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta quinta-feira (01), refletindo a decisão da Opep+ de reduzir gradativamente a produção.

Durante a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) realizada hoje, os países-membros anunciaram um acordo para aumentar a produção, de forma progressiva, no período de maio a julho.

Segundo informou o Wall Street Journal, o cartel pretende elevar em 250 mil barris por dia a quantidade produzida em maio. Em seguida, serão adicionados mais 350 mil barris por dia em julho, e, por último, haverá o aumento de 400 mil em julho.

O petróleo Brent/maio subiu 3,38% na cotação de US$64,86 o barril, negociado na ICE de Londres. Já o WTI/maio avançou 3,87% no preço de US$61,45 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

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Apesar de a organização reconhecer que haverá uma necessidade maior de petróleo, o volume de produção adicional é ainda bem modesto. Isto porque, se retomada da demanda for expressiva, o mercado ficará apertado com tais quantidades.

Atualmente, a Opep+ está trabalhando na redução de aproximadamente 7 milhões de barris por dia visando manter um certo nível para os preços do barril. Inclusive, a Arábia Saudita se ofereceu para reduzir mais 1 milhão de barris por dia em sua produção.

Desse modo, o cartel pretende continuar com a estratégia de controle das quantidades lançadas ao mercado, enquanto espera passar os impactos da pandemia.

Crise sanitária e os impactos na economia global

A reunião da Opep+ ocorreu logo após a resolução do incidente no Canal de Suez, onde um navio porta-contêiner encalhou impedindo a navegação na rota comercial.

Como resultado, os preços do barril avançaram diante do receio pelo atraso na cadeia logística de distribuição da commodity.

No entanto, a crise do coronavírus lançou novas perspectivas sobre uma recuperação econômica mais lenta dos países. Consequentemente, o aumento na demanda seria menor nos próximos meses, atingindo níveis mais altos somente no ano que vem.

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Por este motivo, o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, enfatizou a importância de todos os países permanecerem cautelosos na produção.

Até porque, não há como saber como estará o mercado no segundo semestre à medida que a pandemia avança e torna o cenário mais caótico.

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Petróleo avança 3% após decisão de Opep+ de reduzir gradativamente a produção

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