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Petróleo avança 1% apoiado pelo dólar fraco e pelas perspectivas sobre a demanda

Por Fast Trade
03 maio 2021 - 17:50 | Atualizado em 03 maio 2021 - 20:32

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta neste pregão inaugural de maio, apoiado pelo enfraquecimento do dólar e pelas perspectivas sobre a demanda.

Embora a pandemia esteja limitando a recuperação da Índia, o terceiro maior consumidor de óleo bruto no mundo, as estimativas indicam aumento gradual nas necessidades de energia.

Ao mesmo tempo, o declínio da divisa americana no mercado internacional deixou o custo do barril mais baixo, o que renovou o apetite ao risco dos investidores.

No fechamento, as cotações do petróleo Brent/julho subiram 1,20% no preço de US$67,56 o barril, negociado na ICE de Londres. Já os preços do WTI/junho avançaram 1,43% no valor de US$64,49 o barril, vendido na Bolsa de Nova York.

Relatório: alocação de recursos

Apesar dos riscos trazidos pelo novo surto de covi-19 na Ásia, o mercado continua acreditando que a demanda continuará em crescimento.

Isto porque, existe um esforço contínuo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados para conter o volume de oferta.

Nesse sentido, a Bloomberg informou que o ministro de energia do Iraque, Ihsan Abdul Jabbar, confirmou que o cartel está trabalhando para manter os preços do barril dentro das médias normais. Segundo ele, não existe na organização uma preocupação acentuada com uma queda nas cotações.

Situação EUA x Irã e os impactos disto no mercado de petróleo

Relatos indicam que o Irã está aumentando os níveis de produção e acentuando as exportações da commodity por acreditar que alcançará, em breve, um acordo com os EUA. Assim, o país conseguiria a suspensão das sanções e voltaria forte ao mercado.

No entanto, autoridades da Casa Branca negaram que os dois países estão próximos de atingir um consenso sobre as armas nucleares. Além disso, o governo americano rejeitou o conteúdo de uma reportagem explicando sobre alguns “acordos” para Teerã libertar prisioneiros em troca de dinheiro.

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Na visão de alguns especialistas, caso o petróleo iraniano (o equivalente a 2,5 milhões de barris por dia) retorne ao mercado, os preços do barril passariam por forte pressão.

Acima de tudo, por não estar sob o acordo de cortes da Opep, o país vem produzindo quantidades muito superiores aos demais, o que viria a prejudicar as projeções de oferta e demanda já estabelecidas para 2021.

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