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Petróleo acumula perdas na semana com receio de mais danos econômicos

Por Fast Trade
26 junho 2020 - 17:09 | Atualizado em 26 junho 2020 - 17:56
exportação de petróleo

Com receio que haja mais interrupções econômicas conforme novos casos de coronavírus são identificados pelo mundo, o mercado de petróleo declinou nesta sexta-feira (26).

Os preços da commodity seguiram a tendência observada nos demais ativos de risco na sessão e acumularam perdas no acumulado da semana.

Negociados a US$ 38,49/barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para agosto recuaram 0,59% hoje. Assim também, os preços da referência global (Brent) para entrega no mesmo mês encerraram com desvalorização (-0,07%), cotados a US$ 41,02 o barril.

Somando as quedas anteriores, o WTI e o Brent caíram 3,49% e 3,10%, respectivamente, no acumulado da semana.

No geral, os investidores monitoram o avanço da pandemia nos EUA, que tem levado alguns Estados do país a interromper o processo de reabertura econômica. A nova paralisação pode prejudicar a demanda do petróleo.

Nem mesmo na Europa, cujos mercados reagiam bem às declarações da presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, sustentaram os ganhos. O Stoxx 600 pan-europeu, por exemplo, declinou 0,4% e reverteu os ganhos de 1,1% do início do pregão, em meio ao aumento dos contágios.

Pesou ainda os dados que mostraram que os estoques de petróleo dos Estados Unidos atingiram um novo recorde. De acordo com o Departamento de Energia, os estoques avançaram 1,442 milhão de barris na semana encerrada no dia 19 de junho, totalizando 540,722 milhões.

Coronavírus pressiona petróleo

Após os Estados Unidos registrarem um aumento recorde de 37 mil novas infecções em um dia, o governador do Texas, Grett Abbott, anunciou nesta sexta-feira que restabelecerá restrições em todo Estado para conter o avanço da epidemia.

Em nota enviada a clientes, o analista-sênior de mercado da Oanda, Edward Moya, escreveu que “a história de recuperação da demanda por petróleo sofreu um golpe duro nesta semana, depois que os EUA registraram o maior salto já registrado em casos de coronavírus, sugerindo que muitos estados talvez precisem revisitar bloqueios regionais em breve”.

Além disso, dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) mostraram o primeiro salto na produção dos EUA em três meses, apesar da demanda por combustível ainda incipiente.

Conforme a atualização, a produção de petróleo foi estimada em 11 milhões de barris por dia na semana encerrada em 19 de junho, contra 10,5 milhões de bpd na semana anterior.


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