Agronegócio

Peste suína africana beneficia expansão dos frigoríficos brasileiros na China

Por Fast Trade
29 março 2021 - 16:00 | Atualizado em 29 março 2021 - 17:55
carne bovina

O surgimento de novos casos da peste suína africana na China vem beneficiando a expansão dos frigoríficos brasileiros no país.

Na condição de maior consumidor mundial de carne suína, o gigante asiático voltou a relatar ao longo deste mês novas infecções pela doença. Entre 2018 e 2020, mais de 45% do rebanho chinês teve que ser sacrificado para conter o surto.

Nesse sentido, as províncias de Sichuan e Hubei divulgaram o ressurgimento da peste por meio de uma variante mais difícil de ser diagnosticada. As duas cidades lideram a produção de suínos no país e, por isso, registraram um forte impacto em função da doença.

Assim que se constatou dificuldades em manter o abastecimento de carnes, a China iniciou a ampliação das importações, oferecendo espaço para a entrada de proteínas estrangeiras.

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Na ocasião, o Brasil saiu ganhando em todas as frentes, pois, Pequim e Washington estavam em meio a uma guerra comercial. Desse modo, os frigoríficos brasileiros avançaram no mercado chinês, seja através de parcerias regionais, ou, através de aquisições.

E apesar de o gigante asiático investir na recuperação de seu rebanho, ainda haverá muito espaço para outras empresas por, pelo menos, mais três anos.

Isto porque, os níveis de consumo de carne no país são muito altos e devem aumentar cerca de 2,2% ao ano até 2025, segundo informações da consultoria alemã, Roland Berger.

Acima de tudo, a necessidade de proteína da população chinesa chegará a 70 milhões de toneladas, o que amplia a demanda além da produção local. Por esse motivo, os embarques brasileiros devem crescer a 0,7% ao ano na próxima década.

Companhias brasileiras precisarão adotar novas estratégias comerciais

Para não perder essa oportunidade crucial de expansão e consolidação em novos mercados, as companhias brasileiras precisarão adotar novas estratégias comerciais.

Ao que parece, a grande questão do momento é fortalecer a presença local e tornar o marketing de produtos mais agressivo. Essa foi a conclusão de um estudo recém-concluído pela Berger, cujo ponto principal foi avaliar o que é preciso para assegurar a competitividade no gigante asiático.

No entanto, investir na qualidade dos produtos e adequar as cadeias de valor às exigências sanitárias também integraram o rol dos aspectos-chave para as companhias que atuam no país.

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Desse modo, os concorrentes exportadores internacionais (sobretudo dos EUA, Rússia e Europa) estão se preparando para elevar o nível da competição.

Por fim, no mesmo estudo realizado pela Berger constatou-se que os chineses consideram as carnes brasileiras bastante competitivas.

Mesmo assim, a maior parte das vendas ainda se concentra em produtos de menor valor agregado, sugerindo que falta estabelecer um marketing estratégico mais alinhado.

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