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Perda de popularidade de Bolsonaro é freada pela reação da economia, aponta Datafolha

Por Bruna Santos
09 dezembro 2019 - 12:10
fundo eleitoral

A reação da economia – que vem demonstrando uma ligeira expansão – freou o avanço da perda de popularidade do governo Bolsonaro.

Conforme uma pesquisa Datafolha divulgada na véspera (8), a taxa de aprovação do governo — avaliação ótimo ou bom — oscilou de 29% para 30% na primeira semana de dezembro.

Essa variação está dentro da margem de erro que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O otimismo com a economia é maior entre os mais ricos, camada social que demonstra maior apoio ao governo Bolsonaro.

A maioria da população, contudo, percebe que a retomada da economia ainda não é bastante.

Para 55% dos entrevistados, a crise do Brasil deve demorar para acabar, e o país não crescerá com força rapidamente.

Em contrapartida, 37% dos questionados pelo instituto de pesquisas Datafolha acreditam que a crise será superada em meses.

Entre aqueles que classificam a administração governamental como “ótima” ou “boa”, o índice saltou de 29%, (agosto) para 30% (dezembro).

Assim também, a desaprovação ao governo oscilou dentro da margem de erro.

No índice daqueles que consideram o governo “ruim” ou “péssimo”, houve uma contração de 38% para 36%.

O otimismo sentido na pesquisa também cresceu no âmbito da atividade econômica; 43% consideram que a economia vai melhorar nos próximos meses, frente a 40% em agosto.

De acordo com o Valor Econômico, houve uma piora na avaliação do desempenho do governo no combate à corrupção.

Nesse sentido, a taxa de aprovação caiu de 34% para 29%, enquanto que a reprovação subiu de 44% para 50%.

Em uma escala de 0 a 10, a nota média atribuída ao presidente foi 5,1, a mesma de agosto.

Embora os índices possam soar positivos, o nível de otimismo com a atuação do governo, que passou de 59% para 43%, é o mais baixo.


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