Política

Pedidos de impeachment não serão protocolados imediatamente

Por Bruna Santos
28 abril 2020 - 07:12 | Atualizado em 28 abril 2020 - 11:26

O presidente Jair Bolsonaro não vai precisar se preocupar imediatamente com os diversos pedidos de impeachment acionados contra ele.

Cerca de três parlamentares próximos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmaram que esses pedidos não serão endossados imediatamente.

Além do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), outros autores protocolaram esses pedidos de impeachment desde a sexta-feira, data em que Sérgio Moro renunciou ao cargo de ministro da Justiça e acusou o presidente da República de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal.

Segundo publicação da Bloomberg, Maia acredita que não é o momento para um processo de impeachment, em razão da pandemia.

Além disso, o presidente da Câmara prega cautela e quer que as acusações de Moro sejam investigadas antes de agir.

Embora não tenha comentado sobre os pedidos de impeachment, Maia defendeu ontem (27) que não é hora de polêmicas.

De acordo com ele, a votação de projetos e medidas emergenciais com o propósito de combater os impactos econômicos e sociais da Covid-19 são pautas prioritárias da Casa.

De volta aos pedidos de impeachment contra Bolsonaro, os autores alegam a tentativa de interferência na Polícia Federal. Assim também, foram mencionados uma “má gestão da pandemia de coronavírus” e lembrado até mesmo a aglomeração validada por ele.

Com o pedido de impeachment do Movimento Brasil Livre (MBL), já são 29 solicitações à espera da assinatura de Maia.

Assim sendo, a quantidade pedida para que a Câmara analise o impedimento do Chefe do Executivo se equipara ao número de solicitações contra o ex-presidente Fernando Collor, conforme informações da Secretaria-Geral da Mesa da Casa.


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