Política

Pasta da Economia perde área de Trabalho e Previdência na reforma ministerial

Por Fast Trade
22 julho 2021 - 06:41 | Atualizado em 22 julho 2021 - 08:54

O presidente Jair Bolsonaro promoverá uma minirreforma ministerial que vai retirar da pasta da Economia as responsabilidades pela área de Trabalho e Previdência.

Após diversas especulações, o chefe do Executivo confirmou que pretende recriar o Ministério do Trabalho, que será chefiado pelo atual titular da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni.

Nesse sentido, tal mudança tira das mãos do ministro Paulo Guedes a elaboração de programas para a inserção de grupos vulneráveis no mercado de trabalho. Segundo apurou o Valor, o setor de empregos será o mais desafiador, tanto no período pós-pandemia, quanto na campanha eleitoral.

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No entanto, Guedes concordou em perder estas atribuições para manter um bom relacionamento com o Senado, a fim de assegurar o avanço da agenda de reformas.

Em meio a idas e vindas, Bolsonaro decidiu colocar o senador Ciro Nogueira (PP) na Casa Civil, visando melhorar a relação do governo com Rodrigo Pacheco (DEM), o presidente da referida Casa Legislativa.

Isto porque, as tratativas entre Pacheco e o Planalto começaram boas, mas, sofreram impacto com as investigações da CPI da pandemia.

Algumas áreas são centrais para Guedes

A separação da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, liderada pelo secretário Bruno Bianco, não foi uma surpresa, pois já estava no radar da equipe econômica.

No entanto, Guedes não abriu mão das Secretarias do Planejamento e da Indústria e Comércio Exterior, que são consideradas o “núcleo duro” do Ministério.

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Apesar de as conversas sobre a composição do novo ministério do Trabalho já estarem em andamento, relatos indicam que Bianco será o número 2 de Onyx na condução das atividades. Mas não há uma decisão definitiva até o momento.

Por fim, existe uma preocupação por parte de Guedes sobre a possível politização da pasta, porém, a expectativa é que as prioridades permaneçam.

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