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Paralisação nos EUA é recorde e ameaça atingir o mercado

Por Bruna Santos
14 janeiro 2019 - 08:26

A paralisação do governo americano ou “shutdown”, que ontem alcançou o seu 23º dia, ainda não se tornou um problema para os mercados, mas poderá se tornar. Os investidores têm concentrado maior atenção nas negociações da guerra comercial com a China, porém, considerando que se trata da mais longa paralisação da história dos EUA e que tanto o Congresso quanto o presidente Donald Trump estão irredutíveis, é impossível prever as consequências dessa disputa.

Em Nova Iorque, as Bolsas de valores fecharam a semana passada com ganhos entre 2,40% (Dow Jones) e 3,45% (Nasdaq Composto), impulsionadas com as expectativas de uma postura mais flexível do Federal Reserve e da possibilidade de um acordo comercial com a China. Para essa semana, o cenário é outro. Nas últimas paralisações, o governo americano conseguiu compensar o tempo parado recompondo os serviços, entretanto, agora há dúvidas sobre a sua real capacidade de colocar tudo nos eixos em um tempo hábil.

Considerando que determinados setores da sociedade já estão sendo intimamente prejudicados, como o funcionalismo público e as pessoas dependentes dos serviços prestados pelo governo, com a renovação do recorde de dias de paralisação e sem uma previsão de quando essa disputa entre o Congresso e o presidente irá terminar, existe um grande receio de que os agentes econômicos fiquem sem referência e isso traga sérios impactos à economia.

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