EconomiaHome

Para Laport, da gestora Vinland, dólar fraco deve favorecer emergentes

Por TradersClub
30 abril 2019 - 10:46

A economia mundial deve continuar perdendo tração, apesar de a China se manter resiliente, o que pode sustentar um movimento de curto e médio prazos caraterizado por um dólar mais fraco, taxas de juros baixas e, consequentemente, maior procura por ativos de mercados emergentes, disse André Laport, gestor e sócio fundador da Vinland Capital, em entrevista à TC News.

Manual do Imposto de Renda para Investidores

No ano passado, Laport, o primeiro brasileiro a ser sócio do banco Goldman Sachs, se juntou com James Oliveira, que geriu a área de asset management do BTG Pactual, para criar a Vinland e tirar vantagem das oportunidades que taxas de juros baixas mundo afora e a agenda de reformas no Brasil oferecem a ativos como ações, moedas e derivativos na renda fixa.

A Vinland gere R$1,5 bilhão em ativos de terceiros.

“O mundo está desacelerando como um todo, um mundo operando com taxas de juros baixas, que vão ficar assim por um tempo … isso leva a um movimento de curto ou médio prazo em que o dólar tende a enfraquecer, o que favorece economias de mercados emergentes”, disse. Segundo ele, China e Brasil estão bem posicionados para capturar parte dessa maior procura, “se fizerem seu dever de casa”.

Para ele, se a aprovação da reforma da Previdência no Brasil ficar mais para final do ano, deve haver mais volatilidade. Ele espera uma aprovação da pauta, fundamental para a estabilidade das contas públicas do país, perto de outubro, gerando uma economia fiscal de pelo menos R$600 bilhões.

No desenrolar do processo de aprovação da PEC da reforma, a bolsa deve ser o principal ativo e deve andar mais do que juros e câmbio, de acordo com o gestor. Alguns setores se beneficiarão mais da pauta, especialmente aqueles que dependem muito de juros longos – como energia e shoppings, – destacou.

E-book: Guia completo e definitivo da Previdência Privada

E alerta: o pior cenário para o Brasil seria não ter a aprovação da reforma, ou a aprovação de uma proposta com economia fiscal muito baixa, disse. Para ele, uma reforma muito desidratada “pode ser até mais negativa” que uma não aprovação. “Se uma reforma não acontecer, o país quebra,” disse.

Assista a entrevista completa aqui: http://bit.ly/2ZKe7xF

Foto divulgação: Goias Em Tempo


Sobre o autor