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Para Bolsonaro, Moro era ‘’ingênuo’’ e Guedes ‘’chucro’’ no início do governo

Por Eloiza Amaral
04 setembro 2019 - 11:28
Estados e municípios, governo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse ao jornal Folha de S. Paulo nesta quarta feira (4), que a Polícia Federal precisa de uma ‘’arejada’’ e configurou como ‘’babaquice’’ a reação de integrantes da corporação à declaração de que ele pode alterar a diretoria do órgão.

O presidente acredita que é preciso uma renovação: “Essa turma [que dirige a PF] está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”.

O chefe do Executivo afirmou ainda que discutiu com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, à qual a PF é subordinada, sobre o tema. “Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar [o diretor-geral, Maurício Valeixo] quando quiser.”

Sobre Moro, o presidente o classificou como ‘’ingênuo’’ quando entrou no governo. Segundo Bolsonaro, o ex-juiz federal não tinha “malícia” da política, e disse que ele não passaria hoje no Senado caso fosse indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Já o ministro da Economia, segundo Bolsonaro, era “chucro” politicamente. “Já falei para o [Paulo] Guedes: para ter nova CPMF, tem que ter uma compensação para as pessoas. Se não, ele vai tomar porrada até de mim.”

O governador de São Paulo, João Doria, também foi alvo de críticas do presidente durante a entrevista. Para o presidente, o governador de São Paulo não tem chances de se candidatar em 2022, pois é uma “ejaculação precoce”.

Na avaliação de Bolsonaro, Doria deveria pensar “talvez” somente nas eleições de 2026. “Ele não tem apoio popular”, disse o presidente. Em uma conversa com jornalistas, o presidente afirmou que Doria está “morto” para 2022.


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