Empresas

Oscilação das ações do BB (BBAS3) pode ser investigada, diz jornal

Por Bruna Santos
10 junho 2020 - 08:00 | Atualizado em 10 junho 2020 - 08:44

Uma investigação sobre a oscilação das ações do Banco do Brasil (BBAS3) na Bolsa de Valores entrou no radar da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com o Valor Econômico, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) relacionou declarações de autoridades do BB com o movimento.

A associação desconfia que “o ativismo verbal envolvendo o Banco do Brasil possa ensejar ações de compra e venda em desacordo com as regras de informação transparente e completa para todos os investidores”.

Conforme apurado pelo Valor, a carta encaminhada à autarquia cita pelo menos seis datas que devem ser investigadas. Nessas datas, o presidente da instituição monetária, Rubem Novaes, teria falado publicamente em entrevistas sobre planos e intenções de venda de ativos do BB.

O problema é que esse tipo de informação afeta diretamente as cotações da companhia, segundo a Anabb. Diante desse cenário, a associação entende que se faz necessário “um exame técnico e aprofundado a respeito do comportamento das ações do Banco do Brasil”.

Histórico

Assim também, as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram citadas pela Anabb no pedido à CVM. Em reunião ministerial de abril, o ministro enfatizou a ideia de que o banco seja vendido, o que poderia ter afetado a oscilação das ações.

Além disso, as falas citadas no documento mencionam até mesmo datas para que isso aconteça, conforme a Anabb, como “2022 ou 2023”. Na avaliação da associação, “informações incompletas e possivelmente inverídicas” podem prejudicar os ativos da empresa na Bolsa e configuram práticas nocivas aos interesses dos investidores.

Nesse contexto, a Anabb, que é acionista do BB, pede que haja uma investigação sobre o padrão de oscilação das ações da instituição.

Atualmente, o BB conta com 447 mil investidores pessoa física, além de 13 mil pessoas jurídicas e mais 2,4 mil institucionais, segundo o Valor. A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, por sua vez, possui função institucional e independe de recursos do banco.

Procurado pela equipe do Valor, o BB não comentou.


Sobre o autor