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Os principais eventos que definirão o rumo do mercado nesta semana

Por Bruna Santos
18 novembro 2018 - 10:04
Balanços Corporativos confirmam ótimo momento para investir na Bolsa

A expectativa para essa semana é que o mercado siga um curso mais tranquilo, como foi na última em virtude dos feriados. Na terça-feira (20) há um feriado municipal em São Paulo, fato que implicará no fechamento da bolsa brasileira no dia. Além disso, o feriado de Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos pode reduzir a liquidez na próxima quinta-feira (22).

Será uma semana em que a política continuará sendo foco da atenção dos investidores. Ainda falta a confirmação de nomes para a presidência de algumas das principais estatais do Brasil (Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal). Em relação ao Banco Central, Roberto Campos Neto (que foi anunciado na última semana como presidente do banco) recebeu dos atuais diretores o approach para permanecerem em seus respectivos cargos – equipe que contará também com Mansueto Almeida como secretário do tesouro.

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A formação da equipe do governo de Jair Bolsonaro tem sido um dos pontos mais altos nos últimos dias para investidores. Para os que investem nada Petrobras, outro fator importante desta semana é a decisão de um possível leilão da cessão onerosa, em razão de uma potencial bolada (especula-se R$ 30 bilhões) que seria dada pelo governo federal se houver aprovação da revisão do contrato. A previsão é que essa votação aconteça ainda essa semana.

De acordo com a XP Investimentos, essa quantia corresponde a 8,7% do valor de mercado da estatal, que levaria a uma redução de 0,30x na dívida líquida da Petrobras em relação ao Ebitda, para 2,65x – algo que geraria um impacto positivo para a companhia.

Agenda de indicadores para essa semana

No Brasil, destaca-se a divulgação da prévia da inflação, o IPCA-15, de novembro na sexta-feira (23) e a divulgação dos dados de arrecadação de impostos em outubro. Para este segundo, a estimativa da Rosenberg Associados é que a arrecadação tenha crescido no acumulado do ano 5,6%, alcançado R$ 128 milhões.

No que diz respeito ao primeiro ponto de destaque, a expectativa é de inflação a 0,30% (representando um desaquecimento quando comparado a alta de 0,58% registrado no mês de outubro).

O provável destaque deve ser atribuído ao grupo Transportes como um reflexo da tendência de queda observada em cima dos combustíveis e pela deflação esperada para os preços de passagens aéreas. Por outro lado, o grupo Alimentação de Bebidas deve ficar mais pressionado em decorrência da elevação percebida nos itens in natura.

Ainda de acordo com as estimativas da Rosenberg, a probabilidade é que a inflação fique relativamente estável em um período observado de 12 meses, passando de 4,53% para 4,51%.

Lá fora, o destaque está nos dados preliminares do mês de novembro, referente a atividade na União Europeia e dados de confiança e mercado imobiliário nos Estados Unidos.

Em razão dos feriados, tanto em São Paulo, quanto nos Estados Unidos, a agenda de indicadores foi esvaziada para esta semana.

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