Economia

Orçamento de 2021 já é pauta do governo

Por Bruna Santos
29 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 29 maio 2020 - 17:54
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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, sinalizou hoje (29) que o governo manterá a linha da austeridade fiscal e solvência no Orçamento de 2021. Na avaliação de Freitas, isso indica que o Brasil terá uma retomada do crescimento econômico com manutenção da taxa de juros baixa, atualmente em 3%.

Nesse sentido, o contexto permite que, aliado ao investimento privado, o Brasil possa ter “alguma coisa” em investimento público, de acordo com o ministro. “Vamos ter espaço para crescer também sem pressionar inflação”, disse ele em live promovida pelo site Jota.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que a retomada da economia dependerá primordialmente dos investimentos oriundos do setor privado. Desse modo, o governo mantém seu compromisso com o teto de gastos, portanto, não é possível elevar substancialmente os investimentos públicos.

Reformas e projetos de infraestrutura podem impactar o Orçamento de 2021

Freitas é um dos idealizadores do Pró-Brasil, plano de recuperação social e econômica do País, que combina atração de recursos privados com investimentos públicos em obras de infraestrutura e contribui com os direcionamentos iniciais voltados para o Orçamento de 2021.

Sua expectativa é que o Brasil comece a reagir no último trimestre de 2020, seguido de uma recuperação forte em 2021, que crescerá em 2022.

Após ter confirmado a manutenção dos leilões de infraestrutura, o ministro defendeu que os projetos do segmento são atraentes para a iniciativa privada. Segundo ele, a demanda é atribuída a um portfólio grande, atrelado a bons ativos, uma estruturação sofisticada e crédito, conforme reportagem do Estadão.

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Guedes, por sua vez, falou que o Brasil deve sair da “letargia econômica” em dois estágios: o retorno seguro ao trabalho e agenda de reformas. Desde que a pandemia da Covid-19 começou a se alastrar pelo país, as ações se concentraram na questão da saúde, classificada como “a primeira onda”.

Agora, de acordo com Guedes, o Brasil enfrentará uma segunda onda, “a econômica”, que já vem mostrando sua força nos últimos indicadores.

Assim também, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu ontem (28) a continuidade das reformas após a fase crítica da pandemia.

Em seminário virtual da Comissão Externa de Ações contra o Coronavírus, ele disse esperar que o governo encaminhe sua proposta para reorganizar a estrutura administrativa do Estado e, assim, trabalhar com o Executivo para um consenso.


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