Ações

OIBR3: BTG Pactual vê operadoras como boa aposta em meio à incerteza, acredita em consolidação

Por TradersClub
18 maio 2020 - 10:20 | Atualizado em 18 maio 2020 - 10:20
OIBR3; OIBR4

O investidor devia comprar ações de operadoras de telecomunicações por conta dos modelos de negócios resilientes no setor, os balanços sólidos e a geração de fluxo de caixa estável em um cenário de alta incerteza, disseram analistas do BTG Pactual, notando que as três empresas de telefonia listadas no Brasil, assim como a mexicana América Móvil, devem se beneficiar da consolidação na indústria. Após apresentar resultados relativamente positivos em meio à crise causada pela Covid-19, as operadoras devem continuar a ter crescimento nas margens de lucro, especificamente na área de dados, disseram analistas liderados por Carlos Sequeira. No entanto, a receita total, especialmente no segmento de serviços, deve se manter pressionada, na esteira de menor gasto entre consumidores e empresas, especificamente nos planos pré-pago.

 “Embora concordemos que os resultados operacionais sentirão o fechamento dos negócios no segundo trimestre mais do que no primeiro, há tendências que podem ser claramente identificadas já no primeiro trimestre. Em geral, as receitas de serviços foram pressionadas, mas as margens continuaram a se expandir”, disse Sequeira, que acha natural que a inadimplência cresça em meio à forte crise no emprego e na renda. Ele destaca o crescimento das receitas de telefonia móvel da Claro, da América Móvil, que aumentam em ritmo de dois dígitos. A Oi se destacou na captura de novos clientes para internet de fibra de alta velocidade, disseram os analistas, que também destacam a queda nos serviços de TV a cabo. Finalmente, Sequeira disse que a Oi, seguida de TIM Brasil e Vivo, e depois da Claro, devem se beneficiar da venda dos negócios de telefonia celular da primeira.

TIM Brasil e Vivo pode anunciar a compra da Oi Móvel entre junho e agosto, assim que o impacto da pandemia fosse mais claro, disseram jornais recentemente. O valor da transação pode vir entre R$15 bilhões e R$20 bilhões. Atualmente, Sequeira recomenda compra nas quatro ações das operadoras. (Guillermo Parra-Bernal/ACS)


Sobre o autor