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Oi (OIBR3) tem lucro líquido de R$26 bi em 2018, mas prejuízos e dívidas aumentam

Por Eloiza Amaral
27 março 2019 - 11:48
OIBR3; OIBR4

A empresa de telefonia Oi, registrou em 2018 um lucro líquido de R$26,609 bilhões, segundo resultados divulgados pela companhia na noite da última terça-feira (26). O valor poderia ser ainda maior, mas foi impactado pelos ajustes contábeis resultantes da recente conclusão do processo de recuperação judicial.

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Por outro lado, no quarto trimestre do ano o prejuízo líquido consolidado atingiu R$3,343 milhões, sendo 48,4% maior do que no mesmo período de 2017. A perca foi impulsionada pelo resultado financeiro líquido negativo de R$916 milhões. Além disso, a dívida bruta teve aumento de 1,9% ou R$ 313 milhões em relação ao registrado no terceiro trimestre.

A companhia encerrou o 4T18 com caixa de R$ 4.624 bilhões, uma redução de 10,4% em relação ao 3T18 e de 33,9% quando comparado a dezembro de 2017, devido uma dívida líquida de R$11.826 milhões no trimestre. A redução também aconteceu em função da aceleração do Capex no período, além de obrigações pontuais relacionadas à implementação do Plano, incluindo pagamentos aos credores.

Em janeiro, a Oi concluiu um aumento de capital, previsto no plano de recuperação, que injetou nos caixas da empresa R$4 bilhões, através de um processo de subscrição e integralização de 1.604.268.162 novas ações ordinárias.

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Positivamente, em fevereiro deste ano na primeira vez que a Oi participou da medição do índice ISP da Netflix, o Oi Fibra assumiu a liderança do ranking de velocidade de internet elaborado. O que é um reflexo do aumento de 7,5% nos investimentos em 2018, com foco principal na expansão de banda larga de alta velocidade, que totalizou R$6,112 bilhões de reais. Para 2019, a Oi planeja acelerar os desembolsos para R$7 bilhões.

Apesar dos lucros, as dívidas e prejuízos pesaram mais aos investidores, que já estavam abalados com o histórico da Oi. Por isso, cerca de 11h50, do horário de Brasília, as ações estavam sendo cotadas com queda de 2,76% e preço médio por papel de R$1,75.


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