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Ofertas iniciais de ações disparam 344% em 2020

Por Fast Trade
14 janeiro 2021 - 11:30 | Atualizado em 14 janeiro 2021 - 13:50
oferta inicial de ações

Os IPOs (ofertas iniciais de ações) passaram de R$ 10,2 bilhões em 2019 para R$ 45,3 bilhões em 2020, alta de 344,2%. Surpreendentemente, a renda variável foi o destaque do mercado de capitais do ano passado.

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De acordo com os dados apresentados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o montante apurado pelas ofertas iniciais de ações é o maior desde os IPOs em 2007.

Ao mesmo tempo, também cresceu o número de operações, de 5 para 27 negócios, na mesma base de comparação.

Para José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima e presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais, o resultado é positivo.

“O mercado de ações se manteve aquecido no segundo semestre de 2020”, declarou. Nesse sentido, ele enalteceu a performance dos IPOs, apesar do impacto gerado pela pandemia do novo coronavírus.

Laloni relacionou o desempenho das ofertas iniciais de ações com a “melhora dos aspectos estruturais do mercado, como juros baixos”, por exemplo.

Em contrapartida, os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) registraram um declínio de 7,3%, ao passo que as operações passaram de 37 para 25. Assim sendo, o volume apurado em 2019 recuou de R$ 79,8 bilhões para R$ 74,0 bilhões, no ano passado.

Os fundos de investimentos responderam pela maior parte das ofertas iniciais de ações (43,0%), seguidos dos investidores estrangeiros (34,1%).

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Análise geral do desempenho das ofertas iniciais de ações

No total, incluindo as operações com todos os tipos de títulos, as emissões somaram R$ 369,8 bilhões em 2020. Como resultado, Anbima reportou um recuo de 14,5% em relação ao ano imediatamente anterior, puxado pelo período de incertezas.

“A queda se dá pelo período de incertezas trazido pela pandemia no primeiro semestre”, pontuou Laloni. De acordo com ele, a tendência de recuperação foi sentida a partir de setembro, “o que viabilizou o recorde de IPOs”. Ademais, esse movimento passou a se intensificar no último mês do ano passado, !o que dá uma perspectiva positiva para 2021”, completou.

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Só para ilustrar o ponto destacado pelo presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais, o resultado mensal computado em dezembro (R$ 63,7 bilhões) é o maior desde outubro de 2010, ano marcado pela impressionante oferta de ações da Petrobras que movimentou R$ 120,2 bilhões.

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Por outro lado, os títulos corporativos de dívida anotaram recuo do volume pela primeira vez em cinco anos. Além disso, as emissões recuaram 33,9% na passagem de 2019 (R$ 184,7 bilhões) para 2020 (R$ 122,1 bilhões).

Do total, 67,1% foi alocado para capital de giro, refinanciamento de passivos e resgate de debêntures da emissão anterior, de acordo com a Anbima.

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Na sequência dos destaques, as emissões de fundos imobiliários bateram recorde em 2020, com R$ 44,1 bilhões frente a R$ 41,4 bilhões em 2019.

“O resultado mostra que o segmento imobiliário se manteve na trajetória de recuperação iniciada em 2019”, comentou Laloni.

Vale destacar que o recorde acontece em ano marcado por “lockdowns” no país, com restrições à atividade em diversos imóveis.

Em primeiro lugar, as pessoas físicas são os principais detentores deste ativo, respondendo por 41,9% do total. Em segundo lugar, os fundos de investimentos respondem por 28,1%.

Assim também, os CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) renovaram o maior volume da série histórica em 2020 (R$ 15,0 bilhões). O resultado reflete alta de 20,1% frente aos R$ 12,5 bilhões de 2019.

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