Economia

O ciclo de alta nos juros do Brasil pode estar perto do fim, diz Campos Neto

Por Fast Trade
20 janeiro 2022 - 17:35 | Atualizado em 20 janeiro 2022 - 18:52
Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou que a curva de juros do Brasil está precificando o fim do ciclo de aperto monetário. Durante a Conferência Anual Latino-Americana do Santander, o executivo explicou que a curva está ficando plana, contudo, a parte longa está refletindo as questões fiscais.

Além disso, ele destacou que existe um movimento de aumento nas taxas de juros do mundo inteira, porém, a autoridade monetária brasileira foi a que mais atuou neste sentido. “O Brasil foi o país que mais subiu as taxas [de juros]. Endereçamos e explicamos isso” – disse o presidente do BC.

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Em contrapartida, Campos Neto afirmou que todos os BCs estão olhando para a decisão do Federal Reserve, nos EUA, embora ainda não seja possível prever como isso afetará os mercados emergentes. Ele também ressaltou que a inflação é um problema comum entre os países do mundo, sobretudo, após o surto de contaminação provocado pela variante Ômicron.

Além do custo da energia e das questões climáticas, o presidente do BC disse que parte da inflação brasileira está vindo de fora, através das importações. “Acho que explicamos isso na carta, é importante entender como isso afeta os núcleos e a inflação em geral” – argumentou.

Por isso, o cenário doméstico também sofreu uma redução no crescimento da atividade econômica, da mesma forma que aconteceu nos países emergentes. E o executivo acrescentou que o principal desafio de todas as autoridades é construir uma dinâmica eficiente após todas essas situações.

Polarização nas eleições pode afetar o câmbio

Campos Neto explicou que o BC monitora a volatilidade dos mercados em geral para identificar possíveis distorções. Ele garantiu que o debate eleitoral já está afetando os ativos, mas que a instituição está preparada para intervir no câmbio caso seja necessário.

“A polarização de eleição já afeta um pouco volatilidade de câmbio. Estamos preparados para agir com qualquer volume de intervenção que seja necessário, mas não achamos que volumes preestabelecidos de intervenção no câmbio são uma boa solução” – disse o presidente do BC.

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Ao mesmo tempo, ele destacou que este momento está sendo singular, pois, ao contrário das últimas eleições, os candidatos parecem adotar um discurso cada vez mais moderado, com tendência ao centro. No entanto, o executivo ressaltou a importância de manter uma postura cautelosa, já que inúmeras turbulências podem afetar a atividade doméstica nos próximos meses.

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