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O cabo de guerra da reforma Tributária

Por Pablo Vinicius Souza
10 julho 2019 - 11:01

Com o avanço da reforma da Previdência, o cabo de guerra da reforma Tributária está ficando ainda mais acentuada.

Atualmente, cinco propostas concorrem para liderar o debate da matéria: da Câmara, do Senado, da equipe econômica, dos Estados e a do Instituto Brasil 200, patrocinada por um grupo de 300 empresários apoiadores de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, líderes dos partidos vão apresentar uma proposta sobre a matéria.

O texto, informou, se baseará na PEC 293/2004. O relator da proposta e ex-deputado Luiz Carlos Hauly, participou do encontro.

Para o senador e líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), também presente no café, a proposta interessa ao Executivo.

A jornalistas, o senador ressaltou o objetivo de simplificar e unificar os impostos federais.

Além disso, o texto prevê a junção de todos os tributos de valor agregado, conforme defendido por Luiz Carlos Hauly.

No cabo de guerra da reforma Tributária, o senador acredita que a matéria pode ajudar o ambiente de negócios.

Ademais, o empreendedorismo e o incentivo aos investimentos no país também serão diretamente afetados por um “sistema tributário menos agressivo”.

“A reforma tributária ajudará a fazer justiça fiscal”, afirmou o senador.

Em contrapartida, o líder da minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirma que a PEC 293/2004 deve ser considerada uma base.

“Eu acho que é um ponto de partida, mesmo porque a Câmara dos Deputados parece ter uma indefinição sobre qual proposta vai tratar. De todos os modos, nós compreendemos, e isso foi tratado com convicção, que a mais importante de todas as reformas é esta: a tributária”, afirmou Randolfe.

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