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“O Brasil está acima de nós”; reforma da Previdência já tem relator; trégua em Brasília e mais

Por Pablo Vinicius Souza
29 março 2019 - 10:31

“O Brasil está acima de nós”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro ontem em live, selando a trégua em Brasília.

Na véspera o mercado já havia sentido o alívio.

Hoje, o avanço da reforma pode levar a uma nova sessão de ânimo.

No exterior, Estados Unidos e China avançam nas articulações de um acordo comercial.

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Avanço na superação de divergências entre EUA e China fazem bolsas operar em alta

No Twitter, Steven Mnuchin, o Secretário do Tesouro americano, anunciou a conclusão das negociações comerciais em Pequim.

Mnuchin afirmou que foram dois dias construtivos, notícia que respingou bom humor nos principais índices globais.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta no último dia útil da semana.

Com o resultado, seus índices fecharam o primeiro trimestre de 2019 com a maior valorização em anos.

Uma próxima rodada de negociações já foi acertada para a semana que vem, dessa vez em Washington.

Os sinais de resolução favorecem também as bolsas europeias, que operam em alta nesta manhã.

Lá, contudo, há receio quanto as incertezas em torno do Brexit e as bolsas podem oscilar ao longo do dia.

Ainda hoje, a primeira-ministra britânica, Theresa May, submeterá o acordo de Brexit a votação pela terceira vez.

Na Oceania, apesar de alta modesta nesta sexta-feira (29), a bolsa valorizou em 9,5% no trimestre.

Essa foi a valorização mais expressiva desde 2009, de acordo com a Dow Jones Newswires.

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Os dados de rendas e despesas pessoais serão divulgados na manhã de hoje, nos Estados Unidos.

Também aguardado pelo mercado estão os índices de moradias e Sentimento de Michigan, previsto também para ser publicado logo mais.

Nossa agenda doméstica tem como destaque o resultado fiscal e taxa de desemprego, pela manhã.

Paralelo a isso, o Banco Central anunciou oferta de até 5.350 contratos swap para iniciar rolagem integral de maio.

O montante de contratos de swap que vencem em 2 de maio equivale a US$ 5,34 bilhões.

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“Página virada”, disse Jair Bolsonaro sobre a desavença com Rodrigo Maia

Ao que tudo indica, a reforma da Previdência tem tudo para engatar dessa vez.

Passado o conflito entre o presidente da República e o presidente da Câmara, o avanço tem sido sentido pelo mercado.

Em live na noite de ontem, Bolsonaro classificou o atrito como “uma chuva de verão”.

“Qualquer problema entre mim e Maia, ou mal-entendido, o Brasil está acima de mim, acima dele, do Davi Alcolumbre, do Dias Toffoli, o Brasil está acima de nós, não tem que discutir problemas menores mais”, disse.

Presidente da Câmara e ministro da Economia almoçam juntos e adotam discurso pacifista

Mais cedo, no mesmo dia em que Bolsonaro concedeu a live, Rodrigo Maia e Paulo Guedes se reuniram.

Em extensão às cortesias praticadas nos últimos dias, o presidente da Câmara recebeu o ministro da Economia em um almoço.

Acompanhados de alguns deputados, ambos manifestaram um discurso pacifista.

“O convidei para retomarmos o diálogo sobre reforma. Vamos focar no que pode melhorar o País”, afirmou Maia.

No país da flutuação

O clima internacional paira no campo positivo – apesar de tantas indefinições que contribuem para vermos as Bolsas caírem. A conversa entre EUA e China em Pequim esta semana, ainda não gerou resultados, e deve se estender por um longo tempo. Além disso, outro assunto que ainda está demorando para ter um desfecho é o Brexit. Hoje é o terceiro dia de votação no Parlamento. Mas com tantos reveses, ninguém tem mais esperança de que um acordo seja alcançado.

Contudo, como hoje é o última dia útil do mês e do trimestre, há uma tendência de dia mais otimista. Afinal, ninguém quer fechar o mês no negativo. Por isso, é comum vermos estes últimos dias de alta, tanto lá fora, como aqui também.

Apesar do clima mais amistoso visto ontem no campo político (sem novas discussões), a volatilidade, mais do que nunca, fará parte de nosso dia a dia. É muito cedo para desacreditar na aprovação da reforma da Previdência, mas é preciso esperar o tempo um pouco maior do que o idealizado pelo mercado até a sua concretização. E com a confiança abalada com o novo governo, qualquer ruído terá impacto ainda mais forte nos ativos locais.

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Presidente da CCJ escolhe relator e Guedes assume a articulação da reforma da Previdência

O tão aguardado relator foi divulgado pelo presidente da CCJ, Felipe Franceschini.

O Delegado e deputado federal Marcelo Freitas assumirá o papel de relator da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Paulo Guedes, por sua vez, coordenará as articulações políticas com o Congresso para tramitar a proposta de reforma da Previdência.

Previdência: “ou aprovação levará o Brasil ao crescimento, ou reprovação nos levará para um caminho de recessão profunda”, diz Maia

Em entrevista à Rádio CBN, Rodrigo Maia comentou a escolha do relator da PEC de reforma da Previdência.

De acordo com o presidente da Câmara, este foi o “o primeiro passo em direção à reforma”.

Maia afirmou que, em prol da reforma, trabalhará como deputado, e não como presidente da Câmara.

“Ou a aprovação levará o Brasil ao crescimento, ou a reprovação nos levará para um caminho de recessão profunda”.

Panos quentes na greve dos caminhoneiros: governo vai criar cartão-caminhoneiro

A nova paralisação dos caminhoneiros ainda é incerta, mas o governo está buscando medidas para interrompê-la antes mesmo de começar.

Isso porque a economia ainda sente os efeitos da paralisação realizada em maio de 2018.

Em live na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro divulgou o “cartão-caminhoneiro”.

Embora tenha sido divulgado, ainda tem um prazo de 90 dias para ficar pronto.

Essa medida garante a compra de combustível, pelos motoristas de carga, sem uma variação oscilante do preço do óleo diesel.

“Isso é uma vantagem, garante a ele que seu frete não será consumido por possíveis reajuste no preço do óleo diesel”, afirmou o presidente.

Desse modo, o governo cobriria uma das maiores queixas da categoria.

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Rumo leva o principal trecho da Ferrovia Norte-Sul; Leilão renderá R$ 2,7 bilhões ao Governo

A Rumo Logística arrematou o trecho central da Ferrovia Norte-Sul, que segue de Porto Nacional (TO) até Estrela d’Oeste (SP).

O leilão foi celebrado ontem, na B3, com o risco de parar na justiça. O ágio foi de 100,92%.

Prevista em edital, a outorga mínima era de R$ 1,353 bilhão.

Com o dobro do lance mínimo, a empresa pertencente ao Grupo Cosan, pagou R$ 2,72 bilhões.

Esse montante lhe dará o direito de operar 1,53 mil quilômetros de estrada de ferro por 30 anos.

Mesmo com lucro trimestral acima do consenso, Vale sinaliza impacto negativo de R$ 2,85 bi

O impacto negativo foi atribuído à tragédia em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro deste ano.

A Vale afirma que o impacto da tragédia sobre as contas da empresa ainda é impreciso, mas seus demonstrativos financeiros indicam o contrário.

Isso porque há indícios de que as contas da mineradora, em 2019, sofreram impacto negativo de até R$ 2,85 bilhões.

Esse montante negativo foi atribuído ao item “Contingências e outras questões legais”.

No Supremo Tribunal Federal, Petrobras sai em defesa de acordo fechado com Lava Jato

Um acordo entre Petrobras e o Ministério Público Federal no Paraná (força-tarefa da Lavajato) está sendo contestado pelo STF.

O acordo implicava na criação de uma fundação própria para gerenciar recursos oriundos de multa (R$ 2,5 bilhões) a serem pagos pela petroleira, em ação nos EUA.

Suspenso pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, a estatal brasileira se manifestou.

Ontem, a Petrobras encaminhou ao STF uma afirmação de que o acordo respeita a lei em todos os aspectos.

Dodge, no entanto, ressalta que a Justiça Federal do Paraná não podia ter validado o acordo.

Visando reduzir dependência de importações, BRF planeja produção na Arábia Saudita 

A produtora de carnes está se movimentando para fixar sua instalação na Arábia Saudita.

Essa medida tem como principal objetivo reduzir a dependência da companhia em relação às importações.

Atualmente, a empresa fatura – anualmente – R$ 8 bilhões no mercado Halal (que segue preceitos únicos para o abate de animais).

Hoje, o mercado Halal (seguido por muçulmanos) é considerado um mercado em constante crescimento e com grande potencial.

Gafisa: prejuízo líquido é reduzido em 20% e receita líquida cresce 44% no 4º trimestre

Em seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2018, a Gafisa apresentou, em sua maioria, bons números.

Para começar, a empresa viu seu prejuízo líquido reduzir em 20%.

Desse modo, a companhia fechou os últimos três meses do ano com R$ 297 milhões no índice.

No mesmo período, sua receita líquida cresceu 44%, totalizando R$ 192,9 milhões.

Em contrapartida, a margem bruta da empresa foi negativada no último trimestre do ano em 15,4%.


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