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Número de passageiros das companhias aéreas retoma nível anterior à crise em 2023

Por Fast Trade
27 maio 2021 - 07:30 | Atualizado em 27 maio 2021 - 10:10
AZUL4; GOLL4; companhias aéreas

As companhias aéreas impulsionaram o Ibovespa na véspera (26), que seguiu em direção à máxima histórica, com novas perspectivas positivas para a retomada do setor.

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De acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês), o número global de passageiros de aviões deve crescer em 2021.

A projeção da instituição é por uma recuperação de 52% dos níveis que antecedem a pandemia do novo coronavírus. Para 2022, a projeção é que a proporção chegue a 88%, ao passo que em 2023 a quantidade deve superar os índices pré-pandemia.

Assim sendo, a entidade prevê que o número global de passageiros de aviões deve chegar a 105% em 2023 ante 2019. Além disso, a Iata estimou que o número global de passageiros deverá crescer para 5,6 bilhões em 2030.

Nesse sentido, a entidade destacou que a projeção representa um decréscimo de 7% frente a previsão pré-covid-19. Houve ainda uma “perda estimada de 2 a 3 anos de crescimento devido à pandemia”.

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Vale destacar que as companhias aéreas foram algumas das mais afetadas pela pandemia, sobretudo após as medidas preventivas contra a covid, como o isolamento social.

Após 2030, no entanto, a associação sinaliza que as viagens aéreas deverão desacelerar, devido a dados demográficos mais fracos.

Outro fator elencado pela Iata é uma suposição de base de liberalização limitada do mercado (crescimento médio anual de 3,2% entre 2019 e 2039). Em contrapartida, a previsão de crescimento para este período chegava a 3,8% quando não havia pandemia.

Passageiros

Por outro lado, as companhias aéreas devem se beneficiar de uma recuperação no número de passageiros mais forte do que a retomada na demanda medida em receita de passageiros por quilômetro (RPKs).

Conforme projetado pela associação, o indicador deve avançar em uma média anual de 3% entre 2019 e 2039. “Sempre estou otimista com a aviação”, afirmou o diretor geral da Iata, Willie Walsh.

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Segundo ele, embora estejamos “na mais profunda e grave crise de nossa história”, os progressos na vacinação e testes “trarão a liberdade de voar”.

Ademais, Walsh avalia que o desafio imediato é a reabertura de fronteiras, mas também a eliminação das medidas de quarentena e gerenciamento digital dos certificados de vacinação/teste.

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