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Novas renúncias no Banco do Brasil devem repercutir nas ações do banco

Por Fast Trade
05 abril 2021 - 10:28 | Atualizado em 05 abril 2021 - 12:02
BBAS3; Banco do Brasil; BB Seguridade; proventos do BB

O presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil (BBAS3), Hélio Magalhães, e o conselheiro independente José Guimarães Monforte renunciaram aos seus respectivos cargos.

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O movimento foi atribuído, em carta, ao “reiterado descaso com que o acionista majoritário vem tratando não apenas esta prestigiada instituição, mas também outras importantes estatais”.

A decisão foi anunciada pouco após a renúncia de André Brandão da presidência do BB. Anteriormente, outras duas grandes estatais registraram trocas na presidência.

Em primeiro lugar, Wilson Ferreira Júnior deixou a presidência da Eletrobras (ELET6) em meio a incertezas sobre o avanço da privatização da empresa. Posteriormente, o presidente Bolsonaro entregou o comando da Petrobras (PETR3; PETR4) para o general Silva e Luna.

O general foi indicado para substituir o economista Roberto Castello Branco, que, por sua vez, recebeu críticas de Bolsonaro por não conseguir evitar os aumentos de Posteriormente, o preço do diesel e da gasolina.

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Guedes comenta as decisões de Bolsonaro

Na avaliação do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro agiu “de acordo com as regras” na nomeação de Fausto Andrade Ribeiro para substituir André Brandão no Banco do Brasil, assim como no afastamento do presidente da Petrobras.

Ademais, Guedes disse já ter conhecimento sobre as substituições “há meses”. “O presidente não estava satisfeito, e é direito dele”, afirmou.

Embora a nomeação André Brandão não tenha sido indicação sua, Guedes disse que o nome passou pelo seu crivo. Além de comentar a troca no comando das estatais, o ministro da Economia reforçou que não irá deixar o governo.

“Creio que ainda estou dando muitas contribuições ao país permanecendo aqui”, disse.  Ele citou, por exemplo, a autonomia do Banco Central, assim como o novo marco fiscal e o marco do saneamento.

A Lei do Gás e a autorização para incluir os Correios e a Eletrobras no Plano Nacional de Desestatização também foram lembrados pelo ministro.

Ações do Banco do Brasil já repercutem a interferência do governo

Um levantamento do Valor Investe mostrou que as ações do Banco do Brasil já foram penalizadas desde que o governo começou a interferir na instituição. Desse modo, os ativos retornaram ao patamar semelhante ao da era Dilma.

Vale destacar que, naquele período, os investidores desconfiavam do uso político de bancos estatais, fato que pesava nas ações do BB. Apenas em 2021, os papéis do banco já desvalorizaram cerca de 21,48%, uma queda superior ao desempenho de seus pares.

Já a relação entre o preço e o valor patrimonial (P/VPA) estava em 0,68, ou seja, patamar igual ao identificado entre 2012 e 2014, na gestão petista.

Ainda de acordo com a publicação do Valor, a porcentagem representa a metade do indicador computado em 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro.

A relação entre o preço e o valor patrimonial é um indicativo do prêmio que os investidores estão dispostos a pagar pelo ativo. Quando menor que 1, isso significa que os acionistas estão negociando a companhia com desconto sobre o patrimônio líquido.

Acompanhe o portal Fast Trade para saber como as notícias vão impactar a performance das ações do Banco do Brasil.

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