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No radar, decisões do Copom e Fomc; entrega de proposta para militares e mais notícias em destaque

Por Pablo Vinicius Souza
20 março 2019 - 09:42

Foto Divulgação: (Carlos Barria/Reuters)

A sessão desta quarta-feira (20) foi modesta para os principais índices asiáticos, que fecharam o dia sem direção única e poucas variações.

O cenário foi afetado por novas incertezas quanto as negociações comerciais entre Pequim e Washington.

Ontem, novos boatos de que o governo chinês tem se mostrado resistente às demandas feitas pelos Estados Unidos minou o entusiasmo dos investidores.

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Isso, contudo, não muda o fato de que ambas as autoridades seguem engajadas na resolução do conflito. Na próxima semana, Steven Mnuchin, o secretário do Tesouro americano e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar à China para uma nova rodada de negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

A informação foi concedida pela Dow Jones Newswires, que também informou que na semana posterior, quem se deslocaria até Washington seria Liu.

A espera do anúncio de política monetária do Federal Reserve, prevista para acontecer às 15h (do horário de Brasília) também afetou o humor asiático.

Os índices futuros norte-americanos e as bolsas europeias seguem cautelosos mediante a expectativa do anúncio por parte do banco central americano, bem como a incerteza da resolução entre China e Estados Unidos.

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Na Oceania, a bolsa australiana recuou drasticamente e ficou no vermelho pela sétima vez em um acumulado das nove últimas sessões.

Segundo apurações da Dow Jones, os principais índices australianos foram afetados por uma forte queda nos futuros de minério de ferro negociados na China.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quarta-feira

Aguardado por todos, a decisão sobre juros nos Estados Unidos se destaca no cenário externo.

O resultado da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) pode aliviar os principais índices que operam com cautela até o presente momento.

O mercado projeta uma manutenção das taxas entre 2,25% e 2,50%. É o discurso de Jerome Powell e atualização das projeções do Fed, contudo, que seguem sendo o mais aguardado para esta quarta-feira.

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Na agenda doméstica, grande expectativa para a decisão do primeiro Comitê de Política Monetária (Copom) gerida por Roberto Campos Neto.

Por aqui também se espera a manutenção da taxa Selic, que vem se mantendo em uma mínima história de 6,50% ao ano.

Para completar a quarta-feira (20) movimentada, há grandes chances de que a proposta de reforma da aposentadoria dos militares seja entregue hoje, sem hora definida.

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O Banco Central também divulgará fluxo cambial semanal e oferta até 14.500 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de abril.

Presentes (e promessas) do Mickey

Todo mundo já sabe quais serão as decisões dos bancos centrais dos EUA e brasileiro hoje: manter as taxas de juros. Por essa razão que a ansiedade nesta super quarta-feira não é referente ao curto prazo, mas sim, em relação aos próximos passos. Já que não há dúvidas da importância do Fed, o banco central mais importante do mundo, para estimular a liquidez global. Por isso, os mercados globais seguem cautelosos.

Enquanto por aqui, Bolsonaro está mais feliz do que criança na volta da Disney. O seu encontro com Trump rendeu apoio à entrada na OCDE (ajuda na entrada de investimentos e negociar exportações) e como um aliado prioritário extra-Otan – agora só falta vermos as promessas serem cumpridas. Mas, além disso, como o único assunto que pauta em nosso dia a dia é a reforma da Previdência, os investidores estão atentos ao projeto de lei que altera as regras para aposentadoria dos militares – tem que incluir todo mundo, taokei?

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

Principais acordos de Bolsonaro nos Estados Unidos que podem estreitar os laços das nações

A visita de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos segue dando o que falar.

Isso porque o presidente da República fez o que prometeu: agiu para estreitar os laços com a potência liderada pelo presidente Donald Trump e voltou cheio de novidades.

O tão aguardado encontro entre os presidentes gerou expectativas quanto a uma possível entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organização que reúne países desenvolvidos.

Trump também saiu em defesa de uma aliança entre Brasil e EUA, contudo, não garantiu o status de parceiro preferencial na aliança militar Otan (o que ampliaria as possibilidades de cooperação entre as Forças Armadas brasileiras e americanas).

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O saldo da bateria de eventos também conta com um acordo que viabiliza, com ressalvas, o uso comercial do centro de lançamento espacial de Alcântara, situado no Maranhão.

Todos os acordos ainda são incertos, uma vez que dependem de aprovações para se concretizar.

Sobre a sua visita, o presidente se mostrou otimista e afirmou que portas foram abertas no país.

Proposta de reforma para militares pode ser entregue nesta quarta-feira e mais destaques

Com o mercado ansioso para a entrega da proposta de reforma da aposentadoria para os militares, o Estadão/Broadcast apurou que a equipe econômica ainda planeja convencer Jair Bolsonaro a propor um texto ainda mais duro que o atual.

Com a medida, o portal indica que a equipe econômica do governo almeja uma economia maior que os R$ 92 bilhões projetados para os primeiros dez anos.

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Enquanto isso, integrantes da Comissão de Constituição e Justiça seguem rejeitando as sondagens para assumirem relatoria da proposta, em sua maioria por receio de assumir grande ônus decorrente dos desgastes relacionados às discussões da Nova Reforma.

Caixa prepara venda dos imóveis em carteira; Cosan participará de leilões de terminais portuários e outras notícias corporativas

O recém-nomeado presidente da Caixa Econômica Federal está promovendo uma ampla transformação, incluindo a venda de imóveis tomados de devedores inadimplentes e participações em subsidiárias.

Apurações indicam que a medida geraria uma receita de R$ 40 bilhões, saldo que deve ser usado para pagar dívida perpétua ao Tesouro.

O banco já alinhou diversos ativos que planeja repassar, dentre eles uma participação de quase R$ 9 bilhões na Petrobras.

Por sua vez, a petroleira concluiu a emissão de títulos no valor de US$ 3 bilhões, com demanda 3 vezes superior.

Rafael Grisolia assumirá a BR Distribuidora, após ter coordenado o processo de IPO, há dois anos. Na época, a operação rendeu à petroleira uma média de US$ 1,5 bilhão.

Agora, de acordo com a Petrobras e segundo apurou o Valor, a troca de comando na distribuidora implicará em uma preparação para uma potencial oferta secundária de ações da BR.

Os leilões de privatização dos terminais portuários e concessão da ferrovia Norte-Sul contará com a participação do grupo Cosan, segundo apurou o Estadão.

Ainda nesta semana, a Raízen (joint venture formada entre Shell e Cosan) participará do leilão de quatro terminais portuários de granéis líquidos, ao mesmo tempo que nutre interesse nas áreas portuárias que serão leiloadas no início de abril.

Um dos principais destaques do dia são as ações de frigoríficos, uma vez que os Estados Unidos estão se preparando para agendar uma visita técnica para carne brasileira.

Há grandes chances que o país do tio Sam permita a retomada das exportações brasileiras, ao passo que a China recusou habilitação de frigoríficos brasileiros, conforme apurou o Valor.

A Eletrobras não vai mais divulgar seu balanço operacional e financeiro na mesma data prevista e adiou para a próxima quarta-feira (27).

Detentora de 25% de participação da angolana Unitel, a concessionária de serviços de telecomunicações Oi indicou dois nomes para composição de seu conselho de administração.

 


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