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Next, parcerias são apostas do Bradesco para competir contra ‘Big Techs’, dizem analistas

Por TradersClub
28 março 2019 - 10:43

Bradesco, o segundo maior banco privado do Brasil, espera surfar na retomada do crédito neste ano e acelerar o crescimento do seu banco digital Next contra a ameaça de competição com grandes empresas de tecnologia, sinalizando a preocupação do setor em como atender as novas gerações, menos apegadas à bancarização.

Em evento com investidores na terça-feira, o diretor-presidente Octavio de Lazari Jr disse que vê as fintechs mais como aliadas do que inimigas, citando as “Big Techs” Google, Amazon e Facebook como uma fonte maior de temores para o Bradesco e o setor. Além de não descartar eventuais parcerias com empresas de tecnologia, a estratégia de atender o novo público por meio do Next está levando a abertura entre 7 mil a 8 mil contas por dia – sendo que 80% não são correntistas do Bradesco. O Next já alcançou 800 mil clientes ativos.

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Para analistas como Luiz Azevedo, do Safra, a aposta de Bradesco em investir numa plataforma aberta, as parcerias com fintechs e o foco na melhora da experiência do cliente devem funcionar enquanto o banco usufrui da vantagem de escala. No lado estrutural, os bancos lidam com temores sobre o aumento de forças competitivas, por conta da disseminação de fintechs, o que tende a impactar as margens de lucro no futuro. Do ponto de vista conjuntural, o setor projeta ventos favoráveis em razão do menor custo de capital, na esteira da redução do risco-país e sob a expectativa de avanço do crédito com o crescimento do PIB.

Neste contexto, Lazari apresentou perspectivas otimistas para este ano. “Omelhor momento para os bancos brasileiros ainda está por vir”, comentaram o analista do BTG Pactual, Eduardo Rosman, citando Lazari.

“É esperado que o Next atinja o ponto de equilíbrio durante o segundo semestre, e a meta é alcançar 1,5 milhão de clientes em 2019. A média de idade dos clientes do Next é em torno de 25 anos e 30 anos”, observa Thiago Batista do Itaú BBA. Para a XP Investimentos, “a canibalização entre os bancos é uma questão de tempo e os preços inevitavelmente vão cair no futuro”.

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A equipe da XP prefere o Bradesco dentre os bancos privados, com recomendação de compra e preço-alvo de R$49, destacando a exposição “ao ciclo de crédito benigno para os próximos anos, especialmente no segmento de varejo. Já o BTG Pactual elenca a ação do Bradesco como sua preferida dentre os bancos brasileiros. Safra tem recomendação ouperform, equivalente a compra, para a ação do Bradesco, com preço-alvo de R$44; já o Itaú BBA, que também recomenda a compra para os papéis, atribui preço-alvo de R$54.

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